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🧡 Ver Ofertas na ShopeeO Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) divulgou nesta terça-feira (5) a ata da última reunião, quando reduziu a taxa básica de juros (Selic) de 14,75% para 14,5% ao ano. O documento, no entanto, não sinaliza novos cortes.
A incerteza sobre a extensão e os desdobramentos dos conflitos geopolíticos no Oriente Médio mantém o cenário externo em níveis elevados de preocupação, segundo o Copom.
O que diz a ata sobre os próximos passos
“A magnitude e a duração do ciclo de calibração serão determinadas ao longo do tempo, à medida que novas informações forem incorporadas às suas análises.”
O Comitê afirma que, em um ambiente de expectativas de inflação desancoradas (ou seja, acima da meta), exige-se “uma restrição monetária maior e por mais tempo do que outrora seria apropriado”.
Guerra no Oriente Médio pesa nas decisões
A ata destaca que as expectativas de inflação, que vinham em trajetória de declínio, subiram após o início dos conflitos no Oriente Médio, permanecendo acima da meta em todos os horizontes.
Caso a inflação global retome a níveis preocupantes, o banco central americano pode elevar juros, o que tende a exigir cautela do Copom no Brasil.
Recado ao governo Lula
O Copom também fez um alerta sobre a política fiscal. O documento diz que “o esmorecimento no esforço de reformas estruturais e disciplina fiscal” pode elevar a taxa de juros neutra da economia, com impactos negativos sobre a potência da política monetária.
“A política fiscal deve atuar de forma contracíclica para contribuir para a redução do prêmio de risco”, afirma a ata.
Atividade econômica
O Copom observa que a atividade econômica doméstica manteve trajetória de moderação no crescimento. Os efeitos da política monetária restritiva por período prolongado ainda se fazem sentir no início de 2026, com desaceleração do saldo de crédito, em particular de créditos livres.
Indicadores preliminares para o primeiro trimestre de 2026 apontam para uma retomada da atividade econômica em relação ao final de 2025, ainda que menor que em 2025.
Expectativas de inflação
As expectativas de inflação para horizontes mais longos, em particular para 2028, seguem desancoradas, segundo a ata. Isso significa que os agentes econômicos projetam inflação acima da meta.
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