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Um homem apontado como operador do jogo do bicho liderou ameaças de morte contra o comandante de uma embarcação usada por Daniel Vorcaro e contra o ex-chefe de cozinha do empresário, em Angra dos Reis (RJ), em junho de 2024, segundo a Polícia Federal.
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A ação é atribuída pela PF a Manoel Mendes Rodrigues, que teve a prisão preventiva decretada pelo ministro André Mendonça (STF). A decisão integra a sexta fase da Operação Compliance Zero, que investiga crimes ligados à gestão do Banco Master.
O braço do crime no Rio de Janeiro
Segundo a PF, Manoel chefiava um braço no Rio de Janeiro da chamada “A Turma” – grupo voltado a ameaças, intimidações presenciais, coerções e obtenção clandestina de dados em favor da organização criminosa.
O grupo era formado, diz a investigação, por operadores do jogo do bicho, milicianos e policiais.
As ameaças em Angra dos Reis
De acordo com a investigação:
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“A Turma” foi à Marina Bracuhy, em Angra, para ameaçar Luis Felipe Woyceichoski, então comandante da embarcação Solar I (usada por Vorcaro)
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Em seguida, o grupo teria ido ao Hotel Nacional Inn, na mesma cidade, para intimidar Leandro Garcia, ex-chefe de cozinha do empresário
A ordem de Daniel Vorcaro
A ação teria sido determinada por Daniel Vorcaro dias antes. Em maio de 2024:
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Vorcaro enviou a Luiz Phillipi Mourão (conhecido como “Sicário” , gerente operacional dos núcleos criminosos) os documentos pessoais do piloto
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Vorcaro orientou que fosse feito “levantamento de tudo” e que “teriam que ir pra cima”
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Também pediu dados sobre o chefe de cozinha e sobre familiares de ambos
Em resposta, Mourão encaminhou áudios do policial federal aposentado Marilson Roseno (líder operacional da “Turma”) informando que os levantamentos estavam em curso. Mourão também questionou qual seria a determinação concreta: “acompanhamento, monitoramento ou abordagem direta” .
O que diz a decisão do STF
O ministro André Mendonça escreveu na decisão:
“Manoel aparece, nesta fase, como responsável por disponibilizar mão de obra intimidatória e presença física no estado do Rio de Janeiro, servindo de instrumento de coerção para a organização criminosa.”
Além das ameaças: hackers e policiais
A operação também mirou outros integrantes do esquema:
| Grupo | Integrantes | Função |
|---|---|---|
| “Os Meninos” (hackers) | David Henrique Alves (líder), Victor Lima Sedlmaier, Rodrigo Pimenta Franco Avelar Campos | Ataques cibernéticos, invasões, derrubada de perfis |
| Policiais | Anderson Wander da Silva Lima (PF ativa), Sebastião Monteiro Júnior (PF aposentado) | Consultas ilegais, repasse de dados sigilosos |
| Líder da “Turma” | Marilson Roseno da Silva | Transferido para presídio federal |
| Delegada da PF | Valéria Vieira Pereira da Silva | Afastada do cargo, proibida de contato com policiais |
O outro lado
Em nota, a defesa de Henrique Vorcaro (pai de Daniel, preso na mesma operação) disse:
“A decisão se baseia em fatos cuja comprovação da licitude e do lastro de racionalidade econômica ainda não estão no processo. (…) O ideal seria ouvir as explicações antes de medida tão grave e desnecessária.”
Contexto da operação
A sexta fase da Compliance Zero é considerada uma continuação da terceira fase, que prendeu integrantes do grupo “A Turma”. Eles eram chefiados por Luiz Phillipi Mourão (Sicário), que se suicidou na carceragem após ser preso.
Hackers, ameaças e jogo do bicho: confira os principais trechos da decisão que prendeu o pai de Daniel Vorcaro


























































