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A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) adiou para esta sexta-feira (15) a votação sobre o recurso da Ypê que pode reverter ou manter a suspensão da fabricação e venda de produtos de limpeza da marca. A decisão foi tomada na reunião da Diretoria Colegiada nesta terça-feira (13).
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O diretor-presidente da agência, Leandro Safatle, afirmou que o adiamento ocorreu porque a empresa se comprometeu a apresentar medidas de “cumprimento das determinações sanitárias” até quinta-feira (14).
O que aconteceu
Na quinta-feira (7), a Anvisa determinou a suspensão da fabricação, comercialização e uso de produtos da Ypê (lotes com numeração final 1) após identificar falhas no processo produtivo que podem ter provocado contaminação microbiológica. Entre os riscos apontados está a presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa, que pode causar infecções, especialmente em pessoas com imunidade comprometida.
As medidas da Ypê
Em reunião na terça-feira (12), representantes da empresa informaram que 239 medidas corretivas estão em andamento na fábrica de Amparo (SP) para tentar reverter a determinação.
A empresa informou que as equipes “intensificaram o trabalho para atender a 239 ações corretivas, com o objetivo de cumprir as exigências da vigilância sanitária”.
Recomendação aos consumidores
Enquanto a decisão não sai, a Anvisa mantém a orientação para os consumidores não utilizarem os produtos e buscarem o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) da Ypê para orientações sobre devolução e recolhimento.
Produtos suspensos (lotes com final 1)
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Lava-louças Ypê (várias versões)
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Lava-roupas líquido Tixan Ypê (várias versões)
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Desinfetantes Bak Ypê, Atol e Pinho Ypê
Contexto político
Apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro iniciaram campanha a favor da empresa nas redes sociais, acusando a Anvisa de perseguição política. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro publicou foto com detergente da marca no sábado (9).
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que vídeos “irresponsáveis” tentam transformar o caso em disputa política. Ele lembrou que as medidas envolveram análises da vigilância de São Paulo (governo Tarcísio de Freitas, aliado de Bolsonaro) e da área da Anvisa comandada por Daniel Meirelles (indicado por Bolsonaro).
Histórico
A Química Amparo (dona da Ypê) já havia sido alvo de fiscalização em novembro de 2025, quando a Anvisa encontrou contaminação bacteriana em lotes da empresa. A nova suspensão ocorreu por reincidência nas falhas de controle de qualidade.























































