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🧡 Ver Ofertas na ShopeeO presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) condicionou sua participação no debate da Globo à autorização do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para a quebra de seus sigilos. Durante ato de campanha em Juazeiro (BA), nesta terça-feira (20), o petista afirmou que “vai ter debate” se o adversário apresentar um documento autorizando a medida.
“Se ele apresentar um documento autorizando a quebrar o sigilo, vai ter debate, porque senão ele não pode ir ao debate, porque o presidente da República não pode debater com ladrão”, declarou Lula ao encerrar o discurso.
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A fala ocorreu durante uma mobilização de campanha que reuniu apoiadores de Juazeiro e de Petrolina (PE). Um dos temas do evento foi a cobrança para que Flávio autorize a abertura de seus sigilos. Os participantes entoaram frases como “Abre o sigilo, Flávio” e “Se tá tudo certo, mostra o que há”.
Lula também incentivou a mobilização dos apoiadores nos últimos dias da campanha. Ele pediu que o grupo continuasse nas ruas e nas redes sociais até a votação, marcada para domingo (25).
Contexto da proposta
A declaração ocorreu após a defesa do presidente protocolar no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) um pedido de quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico de Lula e de seus familiares. A medida abrange os últimos oito anos e está condicionada à reciprocidade de Flávio. O prazo para resposta termina na quarta-feira (21).
Durante o ato, a campanha do presidente associou a abertura dos sigilos à transparência e à investigação de possíveis irregularidades. As cobranças foram feitas por meio de músicas e palavras de ordem entoadas pelos participantes.
No trecho do discurso sobre o debate, Lula não especificou a quais sigilos se referia nem detalhou o procedimento para a autorização.
A proposta surgiu após uma troca de críticas sobre corrupção durante o debate presidencial da Band, realizado no domingo (18). No confronto, Flávio mencionou suspeitas envolvendo o filho do presidente, enquanto Lula cobrou explicações sobre o patrimônio do senador e questionou a origem dos recursos usados na compra de um imóvel.
Durante o debate, Lula mencionou o pedido de R$ 134 milhões relacionado ao financiamento do filme Dark Horse, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), atribuído ao senador em negociações com Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master.
Marçal aceita o desafio
Nesta terça-feira (20), o influenciador digital Pablo Marçal aceitou o desafio de Lula para divulgar sigilos e questionou os gastos do cartão corporativo do governo federal. Marçal afirmou que aceitaria abrir dados de suas empresas caso o presidente tornasse públicas informações sobre as visitas ao Palácio do Planalto e as despesas corporativas.
“Lula, nós aceitamos o desafio: abra o sigilo”, declarou Marçal ao defender a divulgação dos dados. Ele também mencionou R$ 7 bilhões em gastos corporativos e argumentou que a quantia, dividida entre 19 milhões de pessoas, representaria cerca de R$ 368 por beneficiário.
Na sequência, o influenciador fez acusações contra Lula e citou valores mencionados em delações da Operação Lava Jato, sem apresentar, na declaração, documentos que comprovassem as alegações. Marçal encerrou a fala com críticas ao presidente e à iniciativa de discutir a quebra de sigilos.
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