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A Justiça de São Paulo suspendeu, nesta segunda-feira (12) a prisão domiciliar do ex-médico Roger Abdelmassih por suspeita de fraude nas declarações das condições de saúde do ex-médico que sustentaram o pedido para que ele cumprisse a pena em casa.
Abdelmassih, de 75 anos, cumpre prisão domiciliar desde 2017. Ele foi condenado a 181 anos de prisão por 48 estupros em 37 pacientes em sua clínica de reprodução assistida.
A Polícia Civil está em frente ao prédio de Abdelmassih nos Jardins, em São Paulo, para cumprir o mandado de prisão expedido pela juíza Andrea Barreira Brandão. Pelo mandado, o ex-médico deverá ficar ao menos 30 dias preso para que seja feita a perícia judicial. Abdelmassih será levado ao Hospital Penitenciário de Santana, na Zona Norte de São Paulo.
A Justiça determinou, em julho deste ano, que a Polícia Civil investigasse uma suposta fraude do ex-médico Roger Abdelmassih para agravar sua situação clínica, obter prisão domiciliar e deixar a penitenciária 2 em Tremembé (SP).
Ele teria tido ajuda de um outro detento, o também médico Carlos Sussumu, e atua na enfermaria da unidade – à Justiça, esse preso negou a ação.