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O Instituto Biopesca foi acionado na última quinta-feira (23) em decorrência do aparecimento de 55 raias, 3 tubarões neonatos martelo e uma móbula mortos na praia de Peruíbe (SP).
A Secretaria Municipal de Peruíbe entrou em contato com o instituto, que é responsável pelo monitoramento de 75 quilômetros de praias com o objetivo de avaliar os possíveis impactos das atividades petrolíferas nas espécies marinhas, após encontrar os animais em um trecho de vegetação na praia de Taningwá.
Em nota, o Biopesca informou que sua equipe foi até o local e recolheu as carcaças, que apresentavam marcas de interação com rede de pesca. Os corpos foram levados para análises. O Instituto Biopesca deve elaborar um relatório técnico sobre a ocorrência.
De acordo com o biólogo Italo Bini, do Instituto Biopesca, a maior parte das raias pertence à espécie Rhinoptera bonasus (raia ticonha) e algumas tiveram o seu ferrão cortado. As marcas sugeriam que esse corte foi feito com algum tipo de lâmina.
No caso das raias, em particular, elas podem ser comercializadas e seu ferrão é cortado antes de serem vendidas.
Com a chegada do verão e de turistas às praias do litoral, os esforços de pesca aumentam para atender o consumo, o que pode configurar-se como uma ameaça às espécies marinhas.
Segundo Valle, a pesca de arrasto é autorizada, mas desde que executada como técnica artesanal, ou seja, desde que as redes não sejam movidas por motores, por exemplo.
Essa técnica consiste na amarração das redes aos barcos por cordas ou correntes, permitindo que elas alcancem o leito de oceano e sejam arrastadas. Dessa forma, muitos animais que não são o alvo da pesca – tartarugas, raias e tubarões – acabam presos e sendo descartados.