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O ex-presidente Jair Bolsonaro deverá permanecer internado por pelo menos uma semana após ser diagnosticado com broncopneumonia bilateral. A informação foi divulgada nesta sexta-feira (13) pelo cardiologista Brasil Caiado, responsável por acompanhar o quadro clínico do ex-mandatário.
Bolsonaro foi levado para a unidade de terapia intensiva (UTI) do Hospital DF Star, em Brasília, depois de passar mal durante a madrugada na Papudinha, local onde está preso na capital federal. Assim que chegou ao hospital, ele foi submetido a uma tomografia que confirmou o diagnóstico de broncopneumonia bilateral, com maior comprometimento do pulmão esquerdo.
De acordo com o médico, o tratamento exige acompanhamento intensivo e uso de antibióticos intravenosos. “Em geral, antibiótico em terapia venosa em quadro de pneumonia grave bilateral, você pode estimar por mais de sete dias, oito, 10, 12… mas é impossível falar, você não sabe se haverá qualquer tipo de complicação”, afirmou Caiado.
O cardiologista explicou que Bolsonaro começou a apresentar sintomas ainda durante a madrugada e classificou o quadro como grave. “A tomografia confirmou a nossa suspeita inicial e mostrando uma broncopneumonia bilateral mais acentuada à esquerda. E o que chama atenção, este quadro, esta pneumonia é a maior, mais acentuada em relação às outras todas que ele já teve. Isso requer um cuidado especial agora”, afirmou o médico a jornalistas.
Segundo Caiado, a pneumonia provavelmente foi causada por aspiração de conteúdo gástrico, relacionada a problemas como refluxo e inflamações no sistema digestivo. “Este refluxo, quando é aspirado do pulmão, causa uma pneumonia aguda, grave. Nós o trouxemos rapidamente para cá, a remoção foi relativamente rápida”, disse.
O médico informou ainda que, após a administração de dois antibióticos, houve uma leve melhora no quadro clínico do ex-presidente. Mesmo assim, Bolsonaro continua apresentando sintomas típicos da infecção, como enjoo, dor de cabeça, cefaleia e dores musculares.
“O que nós temos que fazer agora é aguardar o efeito do medicamento”, concluiu Brasil Caiado.