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Em Recife, a popularização das “guerras de armas de gel” tem gerado sérios impactos à saúde pública, com mais de 50 pessoas feridas nos olhos devido aos disparos. O aumento dos casos levou à apresentação de um projeto de lei estadual que visa proibir o comércio desse tipo de item, buscando conter os ferimentos e as complicações associadas.
A Fundação Altino Ventura, hospital de referência em oftalmologia, alertou sobre os danos causados pelos disparos de armas de gel, que incluem arranhões na córnea, inflamações internas e até sangramentos oculares. Em casos mais graves, as vítimas podem sofrer complicações como o glaucoma secundário, uma condição que pode resultar em danos permanentes à visão.
Em um período de apenas 10 dias, a Secretaria de Defesa Social de Pernambuco registrou 109 reclamações relacionadas às batalhas de armas de gel, o que gerou um aumento significativo no debate sobre a necessidade de regulamentação ou proibição dessas armas. Embora ainda não exista legislação específica que aborde a questão, a gravidade dos incidentes motivou as autoridades a considerarem ações mais rigorosas.
A situação é ainda mais preocupante considerando que as armas de gel não são classificadas como brinquedos, de acordo com uma portaria do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), que datam de 2021. A legislação brasileira, pelo Estatuto do Desarmamento, proíbe a fabricação, venda e comercialização de brinquedos, réplicas ou simulacros de armas de fogo.
Enquanto isso, o Exército Brasileiro tem se dedicado à fiscalização de armas de pressão, como as de “airsoft” e “paintball”, que operam com projéteis de plástico ou tinta. Contudo, as armas de gel funcionam com baterias e, de acordo com o Exército, não são classificadas como armas de pressão, o que gera uma lacuna legal e uma crescente preocupação com a segurança da população.