Entre nos nossos canais do Telegram e WhatsApp para notícias em primeira mão. Telegram: [link do Telegram]
WhatsApp: [link do WhatsApp]
O desfecho trágico do desaparecimento da corretora de imóveis Daiane Alves de Souza, de 43 anos, desencadeou uma onda de revolta e depredação em um condomínio no sul de Goiás. Nesta quarta-feira (28), o apartamento e áreas comuns do prédio onde o crime ocorreu foram invadidos e destruídos, pouco após a confirmação de que o síndico do local confessou o assassinato.
O principal suspeito, Cléber Rosa de Oliveira, e seu filho, Maicon Douglas de Oliveira, foram presos. Cléber indicou à polícia a localização do corpo de Daiane, encontrado na madrugada de hoje às margens da GO-213, a cerca de 15 km da cidade.
Vídeos gravados pela Polícia Militar revelam o estado do imóvel do síndico. O quadro de energia foi arrancado, móveis foram revirados e aparelhos eletrônicos, como televisões, foram destruídos.
Pelas paredes, pichações com tinta vermelha estampam a palavra “assassino”. O rastro de indignação se estendeu às áreas comuns do condomínio:
-
Recepção: Sofás e janelas foram danificados.
-
Paredes: Mensagens nominais contra Cléber foram escritas em diversos pontos.
-
Área Coletiva: Equipamentos de uso compartilhado foram alvo de vandalismo.
Daiane estava desaparecida desde o dia 17 de dezembro de 2025. Segundo as investigações da Polícia Civil, ela foi vista pela última vez ao descer ao subsolo do prédio para verificar o desligamento da energia de seu apartamento — um problema recorrente que fazia parte de um longo histórico de atritos entre ela e o síndico.
Relatórios policiais indicam que a relação entre vítima e agressor era marcada por denúncias de:
-
Perseguição (Stalking);
-
Interrupções deliberadas de energia elétrica;
-
Agressões físicas anteriores.
O delegado responsável pelo caso, André, confirmou que o filho do síndico, Maicon Douglas, foi detido por suspeita de ajudar o pai a obstruir as investigações. O porteiro do prédio, cuja identidade não foi revelada, também foi conduzido à delegacia para prestar esclarecimentos sobre a movimentação no edifício no dia do crime.