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A Polícia Civil prendeu, na tarde desta sexta-feira (6), a advogada e influenciadora argentina Agostina Páez. Acusada de injúria racial contra funcionários de um bar em Ipanema, Agostina foi localizada em Vargem Pequena e levada para a 11ª DP (Rocinha). No momento da abordagem, ela já monitorada por uma tornozeleira eletrônica devido a determinações judiciais anteriores.
A prisão preventiva foi decretada pela 37ª Vara Criminal após o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) denunciar a influenciadora. Segundo a Justiça, a medida é necessária devido ao risco de fuga e ao fato de Agostina ter reiterado as ofensas mesmo após ser advertida de que sua conduta era criminosa no Brasil.
O Caso: Ofensas e Gestos de “Mono”
O crime ocorreu no dia 14 de janeiro em um estabelecimento na Zona Sul. De acordo com a denúncia:
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Agostina teria se referido a um funcionário de forma pejorativa como “negro”.
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Ao sair do local, utilizou a palavra espanhola “mono” (macaco) e imitou gestos do animal.
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Testemunhas afirmam que ela repetiu expressões como “negros de m…” e “monos” sucessivas vezes.
Um vídeo que registrou os gestos viralizou nas redes sociais, servindo como peça fundamental para a investigação da Polícia Civil.
“Estou com muito medo”, diz influenciadora
Pouco antes de ser detida, Agostina publicou um vídeo em suas redes sociais em tom de desespero. “Estou desesperada, morrendo de medo. Peço para não ser usada como exemplo”, declarou a argentina. Ela alega que seus direitos estão sendo violados e que, apesar da tornozeleira, sempre esteve à disposição das autoridades.
Em sua defesa prévia, Agostina negou o teor racista, alegando que os gestos seriam uma “brincadeira” direcionada às suas amigas. No entanto, o MPRJ sustenta que a conduta foi direcionada aos trabalhadores do bar com a intenção de humilhar e discriminar.
Implicações Jurídicas
No Brasil, a Lei 14.532/2023 equiparou a injúria racial ao crime de racismo. Com isso, o delito tornou-se:
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Inafiançável: Não cabe pagamento de fiança para liberdade provisória.
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Imprescritível: Pode ser julgado a qualquer tempo, independentemente de quantos anos se passem.
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Pena aumentada: A condenação pode chegar a 5 anos de reclusão.
O advogado da argentina, Ezequiel Roitman, informou que se manifestará apenas nos autos do processo. O caso segue sob segredo de Justiça em algumas etapas, mas o mandado de prisão foi cumprido integralmente.