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Parlamentares do Partido Novo, acompanhados de lideranças da oposição, anunciaram nesta quinta-feira (12) a apresentação de um novo pedido de impeachment contra o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF). Este é o nono pedido de afastamento protocolado contra o magistrado no Senado Federal.
Em coletiva de imprensa realizada no Congresso Nacional, os congressistas justificaram a medida com base em revelações recentes ligadas ao chamado “caso Master”. O grupo baseia a denúncia no artigo 39 da Lei de Impeachment, que define os crimes de responsabilidade aplicáveis a ministros da Suprema Corte.
Suspeição e “Caso Master”
O senador Eduardo Girão (Novo-CE) destacou que a iniciativa surge após informações extraídas de dados do celular de Vorcaro, figura central nas investigações do Banco Master. Além do impeachment, o grupo pretende reforçar junto à Procuradoria-Geral da República (PGR) um pedido de suspeição para afastar Toffoli da relatoria do caso.
“Estamos identificando algo muito grave. Já tínhamos pedido à PGR a suspeição e agora entramos com este novo pedido de impeachment”, declarou Girão.
O deputado federal Marcel van Hattem (Novo-RS) também subiu o tom das críticas, afirmando que o país vive um cenário de “justiça a serviço daqueles que infringem a lei”.
Pressão sobre Alcolumbre
Apesar do movimento, o destino do pedido está nas mãos do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Cabe a ele, exclusivamente, a prerrogativa de decidir se a denúncia será arquivada ou se terá prosseguimento.
Além do impeachment, os parlamentares cobraram a instalação da CPI do Banco Master, que também depende de uma decisão da presidência da Casa. Estiveram presentes no ato nomes como a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) e o deputado Cabo Gilberto (PL-PB), líder da oposição na Câmara, sinalizando o apoio de outras siglas à iniciativa do Novo.