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Esquema no INSS: PF busca depoimento de Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha

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A Polícia Federal (PF) entrou em contato com as defesas de investigados no inquérito que apura suspeitas de desvios de aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) para verificar a possibilidade de novos depoimentos. Entre os nomes procurados está a empresária Roberta Luchsinger, apontada como amiga de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha.

De acordo com a defesa, Roberta já prestou esclarecimentos por escrito e informou que permanece “à disposição para qualquer esclarecimento suplementar”, desde que tenha acesso integral aos autos do processo, que correm sob sigilo.

A empresária foi alvo de busca e apreensão em uma das fases da Operação Sem Desconto, deflagrada em dezembro, após a PF identificar que ela recebeu cerca de R$ 1,5 milhão do empresário Antônio Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, apontado como suspeito de liderar o esquema investigado.

Segundo apurações, há indícios de que Roberta teria atuado como intermediária entre o empresário e Lulinha. A Polícia Federal também investiga a possibilidade de que os valores recebidos tenham origem em recursos desviados do INSS e possam estar relacionados a práticas de lavagem de dinheiro.

Outro ponto analisado pelos investigadores envolve pagamentos feitos por Roberta a uma agência de viagens utilizada por Lulinha. A suspeita é de que esses recursos possam ter origem em descontos indevidos aplicados a beneficiários do INSS. A defesa, no entanto, afirmou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que os repasses recebidos foram posteriores às despesas com a agência.

Além de Roberta Luchsinger, a PF também procurou outros investigados, como o empresário Romeu Antunes, filho de Antônio Camilo Antunes, e Erick Marinho, suplente do senador Efraim Filho. Segundo advogados que acompanham o caso, os contatos feitos pela corporação não configuram intimações formais, mas sim consultas para verificar o interesse dos investigados em prestar depoimentos e agendar eventuais oitivas.

As investigações seguem em andamento e apuram a existência de um esquema de desvios de recursos do INSS, bem como possíveis ramificações envolvendo lavagem de dinheiro.

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