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🧡 Ver Ofertas na ShopeeUm estudo conduzido por cientistas da Universidade de Sydney, na Austrália, revelou que a melatonina, hormônio conhecido por regular o sono, pode ter um papel importante no alívio da dor musculoesquelética crônica. Os pesquisadores analisaram dados de 2.028 adultos participantes de 23 ensaios clínicos randomizados e concluíram que o suplemento reduziu a intensidade da dor em cerca de nove pontos em uma escala de 0 a 100, com reduções de até 10 pontos nos testes mais rigorosos — um nível de alívio comparável ao de analgésicos convencionais.
O estudo, liderado por Kangchao Wu e Paulo Ferreira, do Centro de Pesquisa Musculoesquelética da universidade australiana, foi publicado na prestigiada revista PAIN, da Associação Internacional para o Estudo da Dor (IASP).
Como funciona e quais são as doses
A melatonina é um hormônio produzido principalmente pela glândula pineal do cérebro, responsável por regular o ciclo sono-vigília. Nos estudos analisados, as doses variaram conforme o tipo de dor: entre 3 mg e 10 mg diários para dor crônica, e entre 1 mg e 10 mg para dor pós-operatória. A dose de 3 mg diários foi a mais frequente nos estudos sobre dor crônica. Na maioria dos casos, o suplemento era tomado na hora de dormir ou até uma hora antes.
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“Para muitos pacientes, a dor não existe de forma isolada e está estreitamente ligada à má qualidade do descanso”, afirmou Wu. “A melatonina parece atuar sobre ambos os fatores, o que a torna especialmente útil para quem lida com dor crônica.”
Efeitos adversos e segurança
Os efeitos adversos mais frequentes foram náuseas, tonturas e dores de cabeça, com taxas semelhantes às observadas no grupo que tomou placebo. Não foram relatados eventos graves e não há evidências de que o suplemento cause dependência.
“O nível de alívio da dor que observamos é comparável ao de alguns tratamentos convencionais, mas isso não significa que a melatonina deva substituí-los”, ponderou Wu. “Ela pode oferecer uma opção adicional e mais segura dentro de um plano de manejo da dor mais amplo.”
Recomendações e limitações
Os pesquisadores recomendam que o uso da melatonina para dor crônica seja feito sob supervisão médica, especialmente em pessoas que já tomam outros medicamentos ou têm condições de saúde preexistentes. A evidência atual ainda não permite definir uma dose ideal exata nem recomendar o uso por mais de três meses, sendo necessários estudos de maior escala para consolidar os achados.
“Depois de uma consulta médica, ela pode ser usada como complemento dos tratamentos existentes, especialmente para quem também tem problemas de sono”, concluiu Wu.
Antecedentes na América Latina
O estudo australiano reforça uma linha de pesquisa desenvolvida há mais de 25 anos pelo neurocientista argentino Daniel Cardinali, ex-pesquisador do Conicet. Em 2000, Cardinali e seus colaboradores publicaram um trabalho na revista Clinical Rheumatology avaliando o efeito da melatonina em 21 pacientes com fibromialgia. Os resultados já mostravam, na época, uma melhora significativa na dor e na qualidade do sono após 30 dias de tratamento com 3 mg diários.






















































