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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinou, neste sábado (11), que o ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, acompanhe de perto as investigações sobre o ataque a tiros a um acampamento do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) em Tremembé, no interior de São Paulo. O crime ocorreu na noite de sexta-feira (10) no assentamento de reforma agrária Olga Benário, resultando na morte de duas pessoas e deixando outras oito feridas, sendo seis delas em estado grave.
As vítimas fatais foram identificadas como Valdir do Nascimento, de 52 anos, conhecido como Valdirzão, e Gleison Barbosa Carvalho, de 28 anos. O ataque aconteceu por volta das 23h, quando os criminosos, ainda não identificados, chegaram ao local abrindo fogo. Segundo informações fornecidas pelo MST, cerca de dez invasores, divididos em cinco carros e duas motos, realizaram o ataque.
A entidade associou o crime a disputas pela área, mencionando que o assentamento é alvo de “especulação imobiliária voltada para o turismo de lazer”, devido à sua “localização estratégica” na região do Vale do Paraíba. “Há anos, as famílias assentadas vêm sofrendo ameaças e coerções constantes, mesmo após diversas denúncias feitas aos órgãos estaduais e federais, que seguem sem uma resposta efetiva para garantir a segurança e a permanência dessas famílias no território”, afirmou o movimento.
A Polícia Civil de São Paulo, em Taubaté, está investigando o caso, que foi registrado como homicídio, tentativa de homicídio e porte ilegal de arma de fogo de uso permitido. Uma das vítimas que sobreviveu ao ataque ajudou na identificação de suspeitos, e um homem foi detido no local, sendo autuado em flagrante por porte ilegal de arma.
O Ministério da Justiça e Segurança Pública, por sua vez, solicitou à Polícia Federal que inicie uma investigação sobre o ocorrido. O ministro em exercício, Manoel Carlos de Almeida Neto, destacou a violação a direitos humanos no ofício enviado à PF. Uma equipe composta por agentes, peritos e papiloscopistas foi deslocada para a área afetada.
Em resposta ao ataque, o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) emitiu uma nota de repúdio, expressando solidariedade às famílias das vítimas e apoiando os assentados da reforma agrária. “O MDA repudia o crime e manifesta solidariedade e apoio aos assentados da reforma agrária, especialmente às famílias de Valdir do Nascimento e do jovem Gleison Barbosa Carvalho, brutalmente assassinados”, afirmou a nota.
O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania também se pronunciou, destacando que está prestando assistência aos assentados. “O MDHC, por meio do Programa de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos, Comunicadores e Ambientalistas (PPDDH), está buscando mais informações sobre os fatos ocorridos e oferecerá assistência para as lideranças do assentamento e sua coletividade”, acrescentou o texto.