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Um homem foi preso nesta sexta-feira (25) após ser flagrado por câmeras de segurança arremessando um pedaço de concreto contra o para-brisa de um ônibus na Avenida Cupecê, na zona sul de São Paulo. O ataque aconteceu na tarde de quinta-feira (24), no bairro Jardim Itacolomi, e faz parte de uma onda de vandalismo que já soma mais de 800 casos na capital e na região metropolitana desde junho.
Nas imagens, é possível ver o momento em que o coletivo da linha 5178-10 está parado em um ponto. O suspeito surge correndo pela calçada, recolhe um pedaço de concreto solto, quebra em partes menores e lança um bloco contra o ônibus antes de fugir. O para-brisa do veículo foi atingido.
A identificação e a prisão do autor foram realizadas por agentes do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), com base nas imagens de vigilância. Ele foi levado à delegacia e o caso segue sob investigação. A motivação do ataque ainda não foi esclarecida.
De acordo com a Secretaria da Segurança Pública, somente na cidade de São Paulo, 549 ônibus foram depredados desde junho — quatro apenas entre esta quinta (24) e sexta-feira (25). Os atos ocorreram em diferentes pontos da capital, gerando preocupação entre autoridades e usuários do transporte coletivo.
Diante do cenário, a Prefeitura de São Paulo anunciou o reforço da segurança com o envio de 200 agentes da Guarda Civil Metropolitana (GCM) para atuar diretamente no transporte público. Eles foram distribuídos em ônibus e pontos estratégicos, que não serão divulgados por motivos de segurança. A atuação inclui o acompanhamento na saída das garagens e durante os trajetos.
Além disso, a prefeitura negocia com a Polícia Militar o uso da Operação Delegada para ampliar o policiamento nas linhas mais afetadas. O programa permite que PMs atuem em horários de folga mediante remuneração paga pelo município.
Até o momento, 18 pessoas foram presas por envolvimento nos ataques, segundo a SSP. Um dos detidos é um servidor público que atuava como motorista concursado da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) há mais de 30 anos e foi demitido após sua prisão.