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O ex-policial militar Henrique Otávio Oliveira Velozo, acusado de assassinar o lutador de jiu-jítsu Leandro Lo em 2022, será transferido do Presídio Militar Romão Gomes para uma unidade prisional comum. A decisão foi tomada pela juíza Fernanda Jacomini, da 1ª Vara do Júri da Capital, e divulgada nesta sexta-feira (3) pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP).
Segundo o MPSP, o presídio militar é destinado apenas a agentes que ainda mantêm vínculo com a corporação, seja na ativa ou na reserva, condição que já não se aplica a Velozo.
Preso preventivamente desde agosto de 2022, o ex-PM responde por homicídio doloso triplamente qualificado — por motivo torpe, por colocar outras pessoas em risco e por dificultar a defesa da vítima. O julgamento está marcado para o dia 12 de novembro, às 10h, no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP).
O processo contará com o depoimento de onze testemunhas, além do interrogatório do réu. O Ministério Público pede a condenação de pelo menos 20 anos de prisão.
O crime
O caso ocorreu em 7 de agosto de 2022, durante um show de pagode em um clube da zona sul de São Paulo. De acordo com as investigações, Velozo, que estava de folga e à paisana, se desentendeu com Leandro Lo e, após a discussão, atirou contra o lutador.
Leandro Lo foi atingido na cabeça, chegou a ser socorrido, mas morreu no hospital. O então policial fugiu do local e se apresentou à Corregedoria da Polícia Militar no dia seguinte.
Legado de Leandro Lo
Considerado um dos maiores nomes do jiu-jítsu mundial, Lo foi multicampeão internacional e referência no esporte. Sua morte causou forte comoção no Brasil e no exterior, com manifestações de atletas, entidades esportivas e da sociedade civil.
O julgamento é aguardado com expectativa por familiares, amigos e pela comunidade do jiu-jítsu, que ainda busca justiça para o atleta.