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O primeiro fim de semana de 2026 será marcado por condições climáticas severas na Região Sul do Brasil. A formação do primeiro ciclone extratropical do ano, originado de uma área de baixa pressão entre o Paraguai e o norte da Argentina, coloca os estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná em estado de atenção para temporais e ventos intensos.
Alerta vermelho no Rio Grande do Sul
A madrugada deste sábado (10) marcou o fortalecimento do sistema entre o Uruguai e o Rio Grande do Sul. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um aviso especial para as regiões centro e oeste gaúchas, que podem registrar acumulados impressionantes de até 100 milímetros de chuva em apenas seis horas.
As rajadas de vento podem atingir os 100 km/h, aumentando o risco de:
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Queda de árvores e postes;
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Interrupção no fornecimento de energia elétrica;
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Alagamentos repentinos;
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Queda de granizo.
Expansão das chuvas no fim de semana
Neste sábado, a instabilidade avança para o oeste de Santa Catarina e do Paraná. De acordo com a Climatempo, as chuvas devem se espalhar por todas as regiões dos três estados do Sul até domingo (11), quando o centro do ciclone se desloca para o leste, passando sobre o extremo sul gaúcho.
A previsão indica que o sistema só começará a perder influência sobre o continente na segunda-feira (12), quando se afastará em direção ao oceano.
Reflexos no Sudeste e Centro-Oeste
Embora o ciclone em si atue no Sul, uma frente fria associada ao sistema começará a mudar o tempo em São Paulo e no Mato Grosso do Sul a partir de domingo.
Vale destacar que as chuvas registradas nestas regiões neste sábado ainda são as típicas “pancadas de verão”, causadas pelo calor intenso, e não possuem relação direta com o ciclone. Já os demais estados do Sudeste e Centro-Oeste não devem sentir os efeitos deste sistema.
O que é um ciclone extratropical?
Apesar do nome gerar preocupação, meteorologistas reforçam que este é um fenômeno comum na costa das regiões Sul e Sudeste. Ele se caracteriza por uma área de baixa pressão que organiza nuvens de chuva e ventos circulares. A intensidade dos estragos está diretamente ligada à proximidade do “olho” do sistema com a costa e à velocidade de seu deslocamento.