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Os mercados de câmbio e ações sofreram perdas nesta sexta-feira (28/3), refletindo a divulgação de indicadores econômicos e as incertezas sobre as tarifas de importação dos Estados Unidos. O dólar subiu 0,13%, alcançando R$ 5,75, e chegou a ser cotado a R$ 5,78 durante o pregão. O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira (B3), caiu 0,94%, fechando aos 131.902 pontos.
Analistas apontam que os movimentos foram impulsionados pela divulgação do índice de preços de gastos com consumo (PCE) dos Estados Unidos, considerado um dos principais indicadores de inflação pelo Federal Reserve (Fed), o banco central americano. Além disso, a expectativa sobre as tarifas de importação que o presidente Donald Trump deve implementar na próxima semana gerou um sentimento de aversão ao risco nos mercados. Isso fez com que os investidores buscassem ativos mais seguros, como o dólar, em vez de ações.
No cenário doméstico, os investidores também acompanharam a divulgação de dados do mercado de trabalho. A taxa de desemprego no Brasil ficou em 6,8% no trimestre encerrado em fevereiro, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), marcando um aumento em relação aos 6,1% registrados no trimestre anterior.
Apesar do aumento da taxa de desemprego, o Itaú BBA considerou que os dados indicam um mercado de trabalho resiliente. Em fevereiro, o Brasil criou 431.995 vagas formais de trabalho, o maior resultado mensal da série histórica e superior à previsão de criação de 250 mil vagas. No acumulado de janeiro e fevereiro, o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) registrou a criação de 576.081 postos, o maior número para o período desde 2021. No acumulado em 12 meses, o saldo foi positivo em 1.782.761 postos.