Entre nos nossos canais do Telegram e WhatsApp para notícias em primeira mão. Telegram: [link do Telegram]
WhatsApp: [link do WhatsApp]
A taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,8% no trimestre encerrado em junho de 2025, informou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta quinta-feira (31). O índice renovou o menor patamar da série histórica da Pnad Contínua, que começou em 2012, repetindo o movimento registrado no trimestre anterior, encerrado em maio.
Antes disso, a menor taxa registrada havia sido de 6,1%, em novembro de 2024. O resultado reflete a queda na proporção de pessoas desocupadas dentro da força de trabalho do país, um dos principais indicadores do desempenho econômico.
Em números absolutos, o Brasil tinha 6,3 milhões de pessoas sem emprego no período analisado.
Renda
O rendimento médio mensal real habitual do trabalhador brasileiro também alcançou um marco histórico, atingindo R$ 3.477 entre abril e junho de 2025. O valor representa estabilidade em relação ao trimestre anterior e um crescimento de 3,3% em comparação ao mesmo período de 2024.
Já a massa de rendimento real habitual, que representa a soma das remunerações de todos os trabalhadores, foi de R$ 351,2 bilhões no mesmo trimestre — um aumento de 2,9% em relação ao primeiro trimestre do ano, o que equivale a um acréscimo de R$ 9,9 bilhões.
Metodologia atualizada após Censo 2022
O IBGE também anunciou a atualização da metodologia da Pnad Contínua, com base nos resultados do Censo Demográfico de 2022. Segundo o Instituto, a reponderação dos dados levou em conta as projeções populacionais mais recentes, divulgadas em 2024. Com isso, toda a série histórica da pesquisa deverá ser revisada.
A mudança foi necessária após a identificação de uma diferença significativa entre as estimativas anteriores e os dados apurados no Censo. Enquanto a pesquisa apontava uma população superior a 216 milhões em 2024, o Censo indicou 212,6 milhões de habitantes no país.
O IBGE ressaltou que a atualização impactará os principais indicadores sociais e econômicos produzidos pela pesquisa desde sua criação, como os dados de ocupação e desemprego.