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O mercado financeiro brasileiro viveu uma sexta-feira (16) de ajustes e cautela. O dólar encerrou a semana com uma leve oscilação positiva de 0,08%, cotado a R$ 5,373, operando próximo da estabilidade. Já o Ibovespa, principal índice da B3, fechou em queda de 0,46%, aos 164,7 mil pontos, realizando lucros após ter atingido sua máxima histórica de fechamento na sessão anterior.
O grande motor do dia foi a divulgação do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado a “prévia” do PIB. O indicador mostrou que a economia brasileira avançou 0,7% em novembro, superando significativamente a projeção de 0,3% dos analistas.
Economia aquecida e o dilema dos juros
A resiliência da atividade econômica, impulsionada pelo crescimento de 0,8% na indústria e 0,6% em serviços, trouxe um novo componente para o cenário da política monetária. Com a economia rodando acima do esperado, cresce entre os investidores a percepção de que o Banco Central pode adiar o início do ciclo de cortes da taxa Selic, atualmente fixada em 15% ao ano.
No cenário externo, o mercado monitorou discursos de dirigentes do Federal Reserve (Fed). Investidores buscam pistas sobre quando os Estados Unidos começarão a reduzir seus juros, movimento que impacta diretamente o fluxo de capital para países emergentes como o Brasil.
Raio-X da Atividade Econômica (IBC-Br)
Apesar da retração de 0,3% na agropecuária em novembro, os dados anuais mostram uma trajetória de crescimento:
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Acumulado em 12 meses: Alta de 2,4%.
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Comparação com novembro do ano anterior: Alta de 1,2%.
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Desempenho no ano de 2026: Expansão de 2,4%.
Mesmo com o dado positivo de novembro, economistas mantêm a cautela para o fechamento do ano. O Relatório Focus projeta um crescimento de 1,8% para o PIB de 2026, enquanto o Banco Central e o Ipea estimam uma expansão ligeiramente menor, de 1,6%.