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O mercado financeiro viveu uma “sexta-feira de euforia” neste dia 20 de fevereiro de 2026. O dólar encerrou o dia em queda de 0,98%, cotado a R$ 5,17, atingindo seu patamar mais baixo desde maio de 2024. No cenário doméstico, o Ibovespa acompanhou o fôlego global e atingiu a marca histórica dos 190 mil pontos, sinalizando um novo recorde de fechamento.
O alívio nos ativos brasileiros foi reflexo direto de uma reviravolta jurídica e econômica vinda dos Estados Unidos, que reduziu o temor de uma guerra comercial generalizada e de uma inflação global persistente.
O principal catalisador do dia foi a decisão da Suprema Corte dos EUA, que, por 6 votos a 3, derrubou as tarifas de importação globais impostas pelo presidente Donald Trump. O tribunal entendeu que o Executivo extrapolou sua autoridade ao usar a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA) para taxar produtos estrangeiros sob o pretexto de emergências nacionais.
Para a Corte, a competência de instituir impostos e taxas pertence exclusivamente ao Congresso americano. Em resposta, Trump classificou a decisão como um entrave, mas já anunciou que utilizará a Seção 122 da legislação comercial para estabelecer uma tarifa global temporária de 10%.
Além do fator político, dados macroeconômicos reforçaram a queda da moeda norte-americana:
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PIB abaixo do esperado: O Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA cresceu apenas 1,4% no quarto trimestre de 2025, frustrando a expectativa de 3% do mercado. A desaceleração acentuada (vinda de 4,4% no trimestre anterior) arrefeceu as apostas de juros altos por tempo prolongado.
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Inflação (PCE): O índice de preços de gastos com consumo subiu 0,4% em dezembro, acumulando 2,9% em 12 meses. O dado, monitorado de perto pelo Federal Reserve, sugere um cenário de inflação ainda presente, mas contrabalançado pela economia mais fraca.
No Brasil, o cenário foi de calmaria na agenda econômica. O IBGE divulgou que a taxa de desemprego recuou em seis estados no último trimestre de 2025, mantendo-se estável no restante do país.
No exterior, o petróleo continua sob vigilância devido às tensões entre EUA e Irã. Investidores temem que um conflito bloqueie o Estreito de Ormuz, o que poderia elevar o preço dos combustíveis e pressionar a inflação global nos próximos meses.