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A inflação medida pelo IPCA subiu 0,70% em fevereiro, após alta de 0,33% em janeiro, segundo dados divulgados pelo IBGE nesta quinta-feira (12)
O principal fator para a alta foi o grupo Educação, que registrou aumento de 5,21% e respondeu por 0,31 ponto percentual do índice no mês. A elevação reflete os reajustes anuais das mensalidades escolares e cursos, especialmente no início do ano letivo. Cursos regulares subiram 6,20%, com destaque para ensino médio (8,19%), ensino fundamental (8,11%) e pré-escola (7,48%), representando 44% do índice de fevereiro.
Além disso, tarifas de ônibus pressionaram o IPCA, com reajustes significativos em várias capitais:
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Fortaleza: 20% (a partir de 1º de janeiro)
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Belo Horizonte: 8,70% (1º de janeiro)
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Rio de Janeiro: 6,38% (4 de janeiro)
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Salvador: 5,36% (5 de janeiro)
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São Paulo: 6% (6 de janeiro)
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Vitória: 4,16% (12 de janeiro)
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Recife: 4,46% (1º de fevereiro)
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Porto Alegre: 6% (19 de fevereiro)
O grupo Transportes subiu 0,74% em fevereiro, contribuindo com 0,15 ponto percentual para o IPCA. Já os combustíveis registraram queda de 0,47%, com a gasolina caindo 0,61% e o etanol subindo 0,55%.
O grupo Alimentação e Bebidas avançou 0,26%, puxado pela alimentação fora do domicílio (0,34%) e no domicílio (0,23%).
Acumulado do ano e dos últimos 12 meses
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Acumulado no ano: 1,03%
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Acumulado em 12 meses: 3,81%, abaixo dos 4,44% em janeiro, aproximando-se do centro da meta do CMN, que é 3% com tolerância de 1,5 ponto percentual.
O gerente da pesquisa, Fernando Gonçalves, destacou que, apesar da aceleração, o resultado de fevereiro de 0,70% é o menor para o mês desde 2020, quando o índice foi 0,25%, refletindo a ausência de choques como o fim do Bônus de Itaipu, que pressionou a inflação em fevereiro do ano passado.
Segundo Gonçalves, a Educação teve aceleração em relação a fevereiro de 2025, quando o grupo registrou 4,70%, reforçando o efeito sazonal do início do ano letivo sobre a inflação.
