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🧡 Ver Ofertas na ShopeeO governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apresentou, nesta quinta-feira (2), um “mapa do caminho” aos Estados Unidos para orientar as negociações sobre a investigação comercial aberta pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR). O objetivo é evitar a aplicação da tarifa de 25% anunciada por Washington sobre produtos brasileiros.
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O plano foi entregue em uma reunião entre o ministro Márcio Elias Rosa (Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços) e o representante de Comércio dos EUA, Jamieson Greer. O conteúdo integral da proposta permanece sob sigilo.
O que prevê o plano brasileiro
De acordo com o governo, o documento reúne medidas que respondem aos pontos levantados pelo USTR sem comprometer interesses estratégicos para o Brasil. Entre elas, está a possibilidade de reduzir tarifas de importação em cerca de 300 linhas de produtos, sempre respeitando as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC).
As reduções tarifárias se concentram em setores nos quais o Brasil tem pouca produção nacional, como máquinas, equipamentos e tecnologia da informação. A avaliação do governo é de que essas áreas permitiriam ampliar o acesso de produtos norte-americanos ao mercado brasileiro sem prejudicar a indústria nacional.
Temas que ficam de fora
Alguns temas, no entanto, seguem fora da negociação: o Pix e questões relacionadas à política interna brasileira. A orientação do governo é manter as conversas restritas à área comercial, sem abrir espaço para discussões sobre decisões do Judiciário ou integrantes da família do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Os seis temas em debate
Segundo o ministro Márcio Elias, as negociações contemplam seis temas principais, no âmbito das investigações da Seção 301:
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Comércio digital
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Tarifas preferenciais
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Combate à corrupção
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Proteção à propriedade intelectual
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Etanol
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Desmatamento ilegal
“Na reunião de hoje, seguimos debatendo as relações econômico-comerciais entre Brasil e Estados Unidos, contemplando análises concretas para os seis temas suscitados”, afirmou o ministro em nota.
As tarifas e o cronograma
O USTR apresentou as propostas para a taxação nos dias 1º e 2 de junho de 2026. São duas tarifas:
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25%: por práticas desleais de comércio, resultado de uma investigação comercial aberta contra o Brasil em 15 de julho de 2025;
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12,5%: por falta de restrição à importação de produtos feitos com trabalho forçado análogo à escravidão, resultado de uma investigação global do USTR.
As tarifas ainda não estão em vigor. O governo norte-americano abriu uma consulta pública sobre o caso brasileiro, que receberá manifestações até 6 de julho. No dia 7 de julho, será realizada uma audiência. Em 15 de julho, o presidente Donald Trump decidirá se aplica ou não as sanções.
Novas reuniões e participação de Flávio Bolsonaro
As equipes técnicas se reunirão no início da próxima semana e uma nova reunião de alto nível está prevista para ocorrer até 15 de julho.
O senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), está inscrito para participar da audiência pública. Segundo o documento apresentado para a inscrição, ele deve pedir a suspensão do “tarifaço” e propor uma “resolução construtiva e negociada das questões identificadas na investigação”.
Na quarta-feira (1º), o gabinete do senador enviou ao USTR um documento afirmando que a aplicação das tarifas daria uma vitória política a Lula. A avaliação no governo é de que a manifestação tem como principal objetivo o público brasileiro, e não as autoridades norte-americanas.




















































