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A taxa de desemprego subiu em 15 estados brasileiros no primeiro trimestre de 2026, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua Trimestral, divulgada nesta quinta-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
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No país como um todo, a taxa de desocupação ficou em 6,1% no período.
Estados com maior e menor desemprego
Maiores taxas:
| Estado | Taxa de desemprego |
|---|---|
| Amapá | 10,0% |
| Alagoas | 9,2% |
| Bahia | 9,2% |
| Pernambuco | 9,2% |
| Piauí | 8,9% |
Menores taxas:
| Estado | Taxa de desemprego |
|---|---|
| Santa Catarina | 2,7% |
| Mato Grosso | 3,1% |
| Espírito Santo | 3,2% |
Onde o desemprego mais cresceu
Em relação ao trimestre imediatamente anterior (outubro a dezembro de 2025), o desemprego aumentou em 15 unidades da federação.
Altas mais expressivas:
-
Ceará: +2,3 pontos percentuais
-
Acre: +1,8 p.p.
-
Tocantins: +1,6 p.p.
Menores avanços:
-
Rondônia: +1,1 p.p.
-
Espírito Santo: +0,8 p.p.
-
Santa Catarina: +0,5 p.p.
Desigualdades regionais
Segundo o analista do IBGE William Kratochwill, as diferenças regionais estão relacionadas ao nível de desenvolvimento econômico e educacional de cada estado.
“Unidades da federação com maior grau de industrialização e população mais escolarizada tendem a ter mercados de trabalho mais estruturados e, consequentemente, taxas de desocupação mais baixas.”
Ele explica que estados como o Amapá têm menor industrialização e níveis de instrução relativamente mais baixos, o que ajuda a explicar os indicadores menos favoráveis.
Desigualdades por gênero, raça e escolaridade
Gênero:
| Grupo | Taxa de desemprego |
|---|---|
| Mulheres | 7,3% |
| Homens | 5,1% |
Cor ou raça:
| Grupo | Taxa de desemprego |
|---|---|
| Brancos | 4,9% (abaixo da média) |
| Pardos | 6,8% (acima da média) |
| Pretos | 7,6% (acima da média) |
Escolaridade:
| Nível de instrução | Taxa de desemprego |
|---|---|
| Ensino médio incompleto | 10,8% |
| Ensino superior incompleto | 7,0% |
| Ensino superior completo | 3,7% |
Ou seja: quem tem ensino superior completo tem taxa de desemprego menos da metade daqueles com ensino médio incompleto.
Subutilização e desalento
Taxa composta de subutilização (desempregados + subocupados + pessoas que poderiam trabalhar mas não procuraram): 14,3%
-
Maiores: Piauí (30,4%), Bahia (26,3%), Alagoas (26,1%)
-
Menores: Santa Catarina (4,7%), Mato Grosso (6,7%), Espírito Santo (7,0%)
Desalentados (pessoas que desistiram de procurar trabalho): 2,4% da força de trabalho ampliada
-
Maiores: Maranhão (10,3%), Alagoas (9,2%), Piauí (7,6%)
-
Menores: Santa Catarina (0,3%), Rio Grande do Sul (0,7%), Goiás (0,7%)
Formalidade e informalidade
-
74,7% dos empregados do setor privado tinham carteira assinada
-
Maior índice: Santa Catarina (86,7%)
-
Menor índice: Maranhão (53,4%)
-
25,5% da população ocupada trabalhava por conta própria
-
37,3% da população ocupada estava na informalidade
-
Maior informalidade: Maranhão (57,6%)
-
Menor informalidade: Santa Catarina (25,4%)
Longa duração
O país tinha 1,1 milhão de pessoas em busca de trabalho há dois anos ou mais no primeiro trimestre de 2026 – uma queda de 21,7% em relação ao mesmo período de 2025.
Já o número de pessoas que procuravam emprego há menos de um mês somava 1,4 milhão – recuo de 14,7% na comparação anual.


























































