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🧡 Ver Ofertas na ShopeeO mercado financeiro brasileiro abriu em forte queda nesta segunda-feira (26), após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Por volta das 10h50, o Ibovespa recuava 16,7%, aos 170.849,31 pontos, enquanto o dólar subia 12,65%, cotado a R$ 5,60.
Nos primeiros dez minutos de negociação, o principal índice da Bolsa brasileira caiu 10%, levando a B3 a acionar o circuit breaker, mecanismo que interrompe temporariamente as operações para conter movimentos bruscos do mercado. As negociações foram retomadas por volta das 10h40.
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A queda chegou a 16,7% após a retomada, aumentando a possibilidade de uma nova interrupção. Pelas regras da B3, uma queda de 15% exige uma nova pausa de uma hora. Se o recuo atingir 20%, a bolsa pode suspender as negociações por um período a ser definido e comunicado ao mercado.
Resultado eleitoral pressiona os mercados
A reação ocorreu depois de investidores apostarem na vitória do senador Flávio Bolsonaro (PL). Com 99,9% das urnas apuradas no domingo (25), Lula tinha 51,77% dos votos válidos, contra 48,23% de Flávio. Em números absolutos, o petista recebeu 64,17 milhões de votos, cerca de 4,4 milhões a mais que o adversário.
Após a vitória, Lula afirmou que pretende governar para todos os brasileiros. Flávio Bolsonaro, por sua vez, classificou o resultado como inaceitável e declarou que pretende pedir a anulação da eleição. Ele alegou que o adiamento de duas horas na votação, solicitado pelas campanhas do PT e do PL, influenciou o resultado.
Bancos e Petrobras registram fortes quedas
Entre as empresas mais afetadas pela turbulência estavam o Banco do Brasil e a Petrobras.
Por volta das 11h15, as ações do Banco do Brasil caíam 31,07%, cotadas a R$ 17,03. Os papéis da Petrobras recuavam 10,14%, a R$ 52,73.
Em contrapartida, empresas exportadoras registravam ganhos com a disparada do dólar. A Suzano subia cerca de 8%, enquanto Embraer e Vale avançavam 6,55% e 5,9%, respectivamente.
Segundo analistas do BTG Pactual, a desvalorização do real pode favorecer empresas exportadoras e produtoras de commodities, que recebem parte de suas receitas em moeda estrangeira.
Tesouro anuncia medidas para conter a pressão no mercado
Diante da instabilidade, o Tesouro Nacional anunciou um leilão extraordinário para recomprar até 15 milhões de títulos públicos prefixados. O órgão também cancelou os leilões de venda desses papéis e dos títulos atrelados à inflação previstos para esta semana.
A recompra busca reduzir a pressão de venda no mercado de dívida pública.
JPMorgan rebaixa recomendação para o real
O banco JPMorgan reduziu sua recomendação para o real e os títulos públicos brasileiros após a vitória de Lula. A instituição passou a adotar uma posição mais cautelosa em relação aos ativos nacionais e avaliou que o resultado eleitoral pode provocar mudanças significativas nos preços.
O banco também indicou que os investidores devem acompanhar a formação do novo governo, a reação da oposição e as possíveis mudanças nas decisões econômicas.
Equipe econômica discute mudanças no Orçamento
Outro ponto acompanhado pelo mercado é a negociação de uma proposta de emenda à Constituição (PEC) pela equipe econômica de Lula.
A proposta inclui a possibilidade de ampliar o superávit previsto para 2027, atualmente estimado em R$ 18,6 bilhões, revisar despesas obrigatórias e reduzir o crédito subsidiado.
As medidas estão entre os fatores observados pelos investidores em meio à forte oscilação dos ativos brasileiros.
Confira os principais destaques do pregão
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12h08: Ibovespa recuava 15,61%, aos 173.077 pontos.
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12h01: CEO da Petrobras afirmou que seria hora de comprar ações da companhia, destacando a solidez da empresa e seus investimentos de longo prazo.
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11h36: Tesouro anunciou recompra de até 15 milhões de títulos públicos.
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11h31: Exportadoras avançavam com a alta do dólar, com ganhos de cerca de 8% para a Suzano, 6,55% para a Embraer e 5,9% para a Vale.
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11h15: Banco do Brasil caía 31,07%, enquanto a Petrobras recuava 10,14%.
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11h06: Tesouro cancelou leilões de venda de títulos públicos previstos para a semana.
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10h37: BTG Pactual apontou que empresas de commodities podem ser favorecidas pela desvalorização do real.
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10h10: B3 suspendeu as negociações por 30 minutos após queda de 10% do Ibovespa.
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10h02: Equipe econômica de Lula negociava uma PEC com mudanças nas regras orçamentárias.
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10h: JPMorgan reduziu sua recomendação para o real após o resultado eleitoral.
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9h55: Dólar subia 12,62%, cotado a R$ 5,60.
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7h26: O ETF EWZ, que acompanha ações brasileiras negociadas nos Estados Unidos, caía cerca de 26% no pré-mercado. As ADRs da Petrobras recuavam 23,55%.
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Janeiro de 2028: subiu de 12,855% para 14,915%.
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Janeiro de 2029: avançou de 12,64% para 15,03%.
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Janeiro de 2031: passou de 12,64% para 15,25%.
Os juros futuros são utilizados como referência para diversas operações financeiras e ajudam a indicar as expectativas do mercado para a trajetória das taxas de juros no país.
Tesouro Nacional cancela leilões de títulos
Diante da turbulência no mercado de juros, o Tesouro Nacional anunciou o cancelamento de dois leilões de títulos públicos previstos para esta semana.
Foram canceladas as ofertas de Notas do Tesouro Nacional – Série B (NTN-B), previstas para terça-feira, e de títulos prefixados, incluindo Letras do Tesouro Nacional (LTN) e Notas do Tesouro Nacional – Série F (NTN-F), programadas para quinta-feira.
O órgão informou, porém, que manterá o leilão de Letras Financeiras do Tesouro (LFT), títulos públicos cuja remuneração acompanha a taxa básica de juros, a Selic, previsto para terça-feira.
As medidas ocorrem em um dia de forte volatilidade nos mercados brasileiros, com quedas na bolsa, alta do dólar e elevação das taxas de juros futuros após o resultado das eleições presidenciais.
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