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A família do ator Gerson Brenner confirmou, na noite desta segunda-feira (23), o falecimento do artista aos 66 anos. Embora a causa da morte não tenha sido divulgada oficialmente pelos parentes, a notícia encerra a jornada de um dos nomes mais promissores da televisão brasileira na década de 1990.
Brenner construiu uma carreira sólida e multifacetada. Antes de se tornar um dos galãs preferidos dos diretores da Rede Globo e da extinta TV Manchete, ele trabalhou como modelo na Europa e estudou Economia e Comunicação Social. No teatro, participou de montagens densas como Querelle e 1789, o Ano da Revolução.
O crime que parou o país em 1998
O nome de Gerson Brenner ficou marcado não apenas pelo talento, mas por um crime brutal ocorrido em 17 de agosto de 1998. Na época com 38 anos, o ator viajava de São Paulo para o Rio de Janeiro para gravar o desfecho de seu personagem, Jorginho, na novela Corpo Dourado.
Na Rodovia Ayrton Senna, criminosos espalharam pedras na pista para furar pneus e forçar a parada de motoristas. Ao descer do carro para fazer o reparo, Brenner foi abordado e baleado na cabeça. A bala atravessou o hemisfério esquerdo do cérebro, deixando-o em coma profundo por 23 dias. Os três assaltantes envolvidos foram presos e confessaram o crime dias depois.
Legado na teledramaturgia
Mesmo com o afastamento forçado das telas após as sequelas do atentado, Gerson deixou uma lista de papéis que marcaram época:
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Rainha da Sucata (1990): Interpretou Gérson, o filho de Dona Armênia que vivia o dilema de “na chón ou não na chón”.
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Deus Nos Acuda (1992): O sucesso do personagem foi tanto que ele retornou à TV a pedido do autor Silvio de Abreu.
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Corpo Dourado (1998): Seu último trabalho oficial, onde atuava como o carismático Jorginho.
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Top Model (1989): Sua estreia na Globo no papel de Cordeiro de Deus.