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O Ministério Público Federal (MPF) notificou a TV Globo para que suspenda provas de resistência e punições consideradas severas na edição deste ano do Big Brother Brasil 26. A notificação foi emitida na segunda-feira (31) e exige respostas da emissora em até 48 horas.
O documento do MPF solicita a suspensão imediata de atividades que exijam mais de três horas ininterruptas em pé ou isolamento sob luz intensa. Também determina que sejam garantidos intervalos regulares para descanso, alimentação e hidratação durante provas longas.
Segundo o órgão, há preocupação com a restrição de acesso a banheiros, água e comida, o que pode representar riscos à integridade física e psicológica dos participantes. O MPF já havia instaurado um inquérito civil para apurar práticas que possam configurar tratamento desumano ou degradante no reality show.
A notificação ainda prevê que participantes com problemas de saúde sejam dispensados de dinâmicas consideradas arriscadas sem sofrer punições. Além disso, a emissora deve oferecer acompanhamento psicológico por tempo indeterminado aos eliminados do programa.
A medida ocorre após episódios recentes que envolveram problemas de saúde de competidores. Entre eles, o ator Henri Castelli sofreu convulsões durante uma prova em janeiro, Rafaella desmaiou no Quarto Branco, e, na última semana, Ana Paula Renault e Milena precisaram de atendimento médico após o Castigo do Monstro.
O documento enviado à Globo inclui ainda uma carta da Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP), que chegou a comparar algumas dinâmicas do programa a métodos utilizados durante a ditadura civil-militar.
O MPF aguarda a manifestação da emissora sobre a adoção das medidas exigidas, que visam garantir a segurança e o bem-estar dos participantes do reality.