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O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) apresentou denúncia criminal nesta quarta-feira (10) contra a influenciadora Deolane Bezerra, o apontado chefe da facção criminosa PCC, Marco Willians Herbas Camacho (o Marcola), e outras quatro pessoas. Todos são acusados de integrar uma organização voltada a lavar dinheiro para o Primeiro Comando da Capital (PCC).
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A investigação aponta que, entre 2018 e 2025, o grupo utilizou uma estrutura para disfarçar a origem de recursos ilícitos e inseri-los na economia formal. O principal instrumento do esquema era a empresa Lopes Lemos Transportes Ltda., conhecida como Transportadora Lado a Lado. A firma, segundo a denúncia, recebia ordens de Marcola e de outro suspeito para direcionar os valores às demais pessoas da rede.
Como funcionava o esquema
Na dinâmica apontada pelo MP, Deolane Bezerra recebia depósitos fracionados oriundos da transportadora, usando suas próprias contas para ocultar a verdadeira procedência do dinheiro. Além disso, a influenciaendora planejava reestruturar empresas e transferi-las para fundos no exterior, com o objetivo de dar continuidade à lavagem de capitais.
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Parentes de Marcola também eram beneficiados, recebendo parcelas dos rendimentos ilícitos por determinação do chefe da facção. Cabia a eles a distribuição dos valores conforme as ordens repassadas pelo comando da organização criminosa. Dois dos denunciados estão foragidos no exterior, conforme o MP-SP.
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As defesas
Os advogados da influenciadora negam as acusações e afirmam que ela não tem qualquer vínculo com o PCC. Em nota, Aury Lopes classificou a prisão de sua cliente como “desnecessária” e “midiática”. Ele também destacou que Deolane é mãe de uma criança de menos de 12 anos e que a prisão penaliza a filha, que depende dela.
Já a defesa de Marcola alega que ele está preso há mais de 20 anos e que, de dentro da cadeia, não teria condições de articular qualquer esquema criminoso.
Situação dos acusados
Deolane está presa preventivamente desde 21 de maio. Na terça-feira (9), o Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou um pedido de liberdade da influenciadora. Marcola permanece detido desde 1999.
