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🧡 Ver Ofertas na ShopeeO Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou, nesta quarta-feira (1º), a liminar pedida pela defesa da influenciadora e advogada Deolane Bezerra e decidiu manter sua prisão preventiva. O ministro Ribeiro Dantas, relator do caso, entendeu, em análise preliminar, que a prisão estava suficientemente fundamentada pela suposta participação em organização criminosa e lavagem de dinheiro.
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A defesa de Deolane alegou falta de requisitos para a prisão, ausência de contemporaneidade, possibilidade de aplicação de medidas alternativas e direito à prisão domiciliar. Os argumentos, no entanto, não foram acolhidos pelo ministro.
Histórico de decisões contrárias
Esta é a mais recente de uma série de decisões judiciais contrárias à soltura da influenciadora. No dia 25 de junho, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) já havia negado um pedido de habeas corpus. Em maio, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), também rejeitou um pedido de prisão domiciliar por considerar que não houve “manifesta ilegalidade” na prisão.
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A investigação
Deolane foi presa preventivamente em 21 de maio em uma operação da Polícia Civil e do Ministério Público de São Paulo (MPSP) que investiga um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC). A apuração começou em 2019, após agentes penitenciários encontrarem bilhetes manuscritos escondidos em celas e na caixa de esgoto da Penitenciária II de Presidente Venceslau, no interior paulista. O material continha ordens internas do PCC, contatos de integrantes da facção e referências a ações violentas contra servidores públicos.
Segundo a investigação, os documentos apreendidos levaram à abertura de três inquéritos que permitiram mapear a estrutura financeira da organização criminosa. A partir da análise dos manuscritos, os investigadores chegaram a uma transportadora de cargas com sede em Presidente Venceslau, próxima ao complexo penitenciário da cidade, que seria usada como empresa de fachada para movimentar dinheiro da facção.
A transportadora fazia repasses para contas de terceiros para ocultar a origem do dinheiro do PCC, e duas dessas contas estariam em nome de Deolane. A investigação aponta que parte das movimentações ocorria por meio de depósitos fracionados em espécie, saindo do caixa da facção e passando pela transportadora antes de chegar às contas ligadas à influenciadora.
Papel central na estrutura do PCC
Em um dos trechos do inquérito obtido pela TV Globo, a Polícia Civil classifica Deolane como integrante do PCC. Segundo os investigadores, ela teria papel “central” na estrutura financeira da facção. O documento afirma:
“Deolane Bezerra dos Santos é hoje uma das mais importantes pessoas integrantes do vasto e diferenciado esquema de lavagem de capitais geridos pela organização criminosa.”
O delegado Edmar Caparroz, responsável pela investigação, afirmou que o PCC utilizaria a projeção pública e o patrimônio de Deolane para dar aparência de legalidade aos recursos ilícitos. “O crime organizado deposita os valores nessa figura pública, esse dinheiro acaba se misturando com o dinheiro de outras atividades e, quando preciso, esses recursos retornam para o crime organizado”, explicou.
Ligação com Marcola e outros alvos
A Polícia Civil afirma que o principal elo entre Deolane e Marcola seria Paloma Sanches Herbas Camacho, sobrinha do chefe do PCC, que mora em Madri, na Espanha. Segundo a investigação, Deolane também manteria vínculos pessoais e comerciais com um dos gestores fantasmas da transportadora usada no esquema.
Além de Marcola e Paloma, também foram alvos da operação:
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Everton de Souza, o “Player”: apontado como operador financeiro da facção;
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Alejandro Camacho: irmão de Marcola;
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Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho: sobrinho do líder do PCC.
Risco de fuga e prisão preventiva
A Justiça decretou a prisão preventiva da influenciadora após apontar risco de fuga. Segundo o processo, Deolane havia retornado ao Brasil na véspera da operação após passar semanas na Europa. Os investigadores também destacaram que integrantes da família de Marcola deixaram o país durante as investigações — uma sobrinha foi para a Espanha e um sobrinho fugiu para a Bolívia. O nome de Deolane chegou a ser incluído na Difusão Vermelha da Interpol, mecanismo usado para alertar autoridades internacionais sobre procurados.
Segunda prisão em menos de dois anos
Esta é a segunda prisão da influenciadora em menos de dois anos. Em 2025, ela já havia sido alvo de uma investigação da Polícia Civil de Pernambuco sobre lavagem de dinheiro relacionada a empresas de apostas online. Segundo aquela investigação, Deolane teria investido mais de R$ 65 milhões em carros e imóveis de luxo usando recursos ligados ao setor de bets.
O que diz a defesa
A defesa de Deolane nega as acusações e afirma que ela foi presa por exercer a profissão de advogada em um serviço pelo qual recebeu R$ 24 mil de um cliente. A influenciadora afirma que a “justiça vai ser feita”. Deolane cumpre a prisão preventiva na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior de São Paulo.




















































