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🧡 Ver Ofertas na ShopeeA Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (23), a Operação Commodity para desarticular um esquema logístico responsável pelo envio de 6,5 toneladas de cocaína para a Europa a partir de portos brasileiros. Até o momento, nove pessoas foram presas e um suspeito morreu em confronto no município de Igaratá (SP).
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A ação cumpre 13 mandados de prisão e 44 de busca e apreensão nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo e Santa Catarina. Por determinação da Justiça, também foi decretado o bloqueio de bens e o sequestro de ativos no valor de até R$ 1 bilhão.
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Como funcionava o esquema
Segundo as investigações da PF, o grupo mantinha laços operacionais com as facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV). Para burlar a fiscalização alfandegária nos portos, a droga era camuflada em sacos de café, cimento e argamassa, além de passar por processos de adulteração química.
“Um exemplo seria a cocaína diluída em garrafas de refrigerante”, destacou a Polícia Federal.
A organização utilizava contêineres em navios de carga para transportar o entorpecente até a Europa. A rede de logística possuía ramificações na América do Sul (Bolívia e Paraguai), na Europa (Alemanha, Espanha, Bélgica, Eslovênia e França) e na Ásia (Tailândia).
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Apreensão prévia que ajudou nas investigações
Em setembro de 2025, cerca de meia tonelada de cocaína foi apreendida escondida em sacas de café no Porto do Rio de Janeiro, com destino à Eslovênia. O confisco dessa remessa foi fundamental para subsidiar e acelerar o avanço das apurações.
Lavagem de dinheiro e ‘criptodoleiros’
A PF aponta que a organização criminosa movimentou valores bilionários por meio de uma “macroestrutura financeira de ocultação patrimonial”. O esquema operava com diversas modalidades de lavagem de dinheiro, utilizando desde empresas de fachada e “criptodoleiros” até a aquisição de bens de luxo e imóveis de alto padrão.
Os investigados devem responder pelos crimes de organização criminosa transnacional, tráfico internacional de drogas e lavagem de capitais.
A Operação Commodity foi desenvolvida no âmbito da Missão Redentor II e contou com o apoio da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco) dos estados de São Paulo e Minas Gerais.

















































