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O boxeador mexicano Pedro Antonio “Tony” Rodríguez Bárcenas, da categoria supergalo, foi encontrado morto em seu quarto de hotel em Phoenix, Arizona (EUA), no último domingo (7). Ele havia lutado horas antes contra o norte-americano Phillip Vella, em um combate de seis rounds promovido pelo evento Pelea en el Barrio, organizado pela Del Sol Boxing Promotions e supervisionado pela Comissão de Boxe e MMA do Arizona.
Aos 37 anos, Rodríguez conciliava a carreira no boxe profissional com o trabalho como camillero (condutor de maca) no Instituto Mexicano do Seguro Social (IMSS). De acordo com sua esposa, Karla Valenzuela, o pugilista entrou em contato por videochamada após a luta e afirmou que sairia para jantar com colegas antes de retornar ao hotel. Ele deveria voltar ao México no dia seguinte.
No entanto, Rodríguez não apareceu no saguão no horário combinado nem atendeu ao chamado do transporte que levaria a delegação ao aeroporto. Diante da ausência, funcionários do hotel entraram no quarto e o encontraram sem sinais vitais. A causa da morte ainda não foi determinada, e as autoridades locais investigam o caso. Possibilidades como causas naturais ou consequências de golpes sofridos durante o combate não estão descartadas.
Nas redes sociais, familiares, amigos e colegas lamentaram a perda inesperada. A Del Sol Boxing Promotions divulgou uma nota de pesar e pediu respeito até a conclusão da investigação. O último oponente de Tony, Phillip Vella, também expressou suas condolências: “Estou chocado. Foi uma honra dividir o ringue com ele.”
Pedro Rodríguez estreou como profissional em 2007, vencendo Carlos Hernández por decisão unânime em Torreón, México. Sua carreira teve altos e baixos, acumulando 15 vitórias (sendo 7 por nocaute), 25 derrotas e 3 empates, segundo o site especializado BoxRec.
Sem contrato fixo com promotoras, Rodríguez administrava a própria carreira, buscava lutas por conta própria e alternava treinamentos em academias de Torreón e Gómez Palacio. Boa parte de sua trajetória ocorreu fora do México, com participações em eventos nos Estados Unidos, Porto Rico e Filipinas — ao todo, disputou 12 combates em solo norte-americano.
Em 2014, enfrentou o então promissor Luis “Pantera” Nery, que mais tarde se tornaria campeão mundial. Rodríguez foi derrotado por nocaute no terceiro round.
Lembrado por treinadores como um atleta dedicado e disciplinado, o pugilista não chegou a se tornar uma figura popular no boxe mexicano, principalmente por ter pouca visibilidade no cenário local. O treinador Ricardo Zapata destacou que “ele sempre foi um profissional cumpridor, apesar de manter uma carreira discreta fora dos holofotes”.
Rodríguez deixa a esposa e três filhos. A família aguarda os laudos oficiais sobre a causa da morte, enquanto o boxe mexicano lamenta a partida de um de seus representantes mais persistentes.