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A temporada de 2026 da Fórmula 1 terá mudanças importantes após a confirmação de que o calendário contará com apenas 22 corridas. A redução ocorre depois do cancelamento dos Grandes Prêmios do Bahrein e da Arábia Saudita, inicialmente previstos para abril.
A decisão foi anunciada pela Federação Internacional do Automóvel (FIA), que atribuiu a medida à escalada do conflito no Oriente Médio. Segundo o órgão, as duas etapas não serão realizadas devido à situação de segurança na região.
“O Grande Prêmio do Bahrein e o Grande Prêmio da Arábia Saudita não ocorrerão em abril em razão da situação atual no Oriente Médio, juntamente com as etapas da F2, F3 e F1 Academy que estavam programadas para as mesmas datas”, informou a entidade em comunicado.
A suspensão também afeta outras categorias que participariam do mesmo fim de semana de corridas. A Fórmula 1 informou ainda que avaliou alternativas para substituir as provas canceladas, mas decidiu não incluir novas etapas no calendário.
Com isso, a temporada sofrerá uma pausa incomum no início do campeonato. Após o Grande Prêmio do Japão, marcado para 29 de março, haverá um intervalo que se estenderá até o fim de semana de 3 de maio, quando será disputado o Grande Prêmio de Miami, nos Estados Unidos.
O presidente e CEO da Fórmula 1, Stefano Domenicali, afirmou que a decisão foi difícil, mas necessária diante do cenário atual.
“Embora tenha sido uma decisão difícil, infelizmente é a correta neste momento, considerando a situação no Oriente Médio. Gostaria de agradecer à FIA e aos nossos promotores pelo apoio e compreensão, já que estavam preparados para nos receber com sua habitual energia e paixão. Esperamos voltar assim que as circunstâncias permitirem”, declarou Domenicali.
Conflito no Oriente Médio impacta calendário
A alteração no calendário ocorre após o aumento das tensões na região, que se intensificaram depois de bombardeios realizados pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irã no final de fevereiro.
Com o cancelamento das duas etapas, o campeonato passa de 24 para 22 corridas na temporada de 2026.
A crise também afetou outras competições do automobilismo internacional. Na sexta-feira, foi confirmada a suspensão da etapa de abertura do Campeonato Mundial de Endurance, que estava prevista para ocorrer no Catar no fim de março.
Corridas canceladas
O Grande Prêmio do Bahrein estava programado para o dia 12 de abril, no circuito de Sakhir, local que havia recebido recentemente os testes oficiais de pré-temporada da categoria.
Antes mesmo do cancelamento da corrida, a crise já havia provocado a suspensão de testes de pneus da fabricante Pirelli que seriam realizados na pista.
Na sequência, o Grande Prêmio da Arábia Saudita também acabou cancelado. A prova estava prevista para 19 de abril, no circuito urbano de Jeddah, e seria disputada uma semana após a etapa do Bahrein.
A FIA afirmou que a decisão foi tomada após consultas com o grupo organizador da Fórmula 1, promotores locais e federações da região, que concluíram que não havia condições adequadas para a realização dos eventos no momento.
Temporada segue com GP da China
Apesar das mudanças no calendário, a temporada da Fórmula 1 segue normalmente neste fim de semana com o Grande Prêmio da China.
A corrida está programada para este domingo, com 56 voltas no circuito de Xangai. O piloto argentino Franco Colapinto larga da 12ª posição, enquanto o jovem italiano Kimi Antonelli conquistou a pole position.
Na primeira fila do grid também estará o britânico George Russell, que parte logo atrás do líder do treino classificatório.
Com as mudanças provocadas pela crise geopolítica, a Fórmula 1 precisará lidar com um calendário mais curto e um intervalo maior entre corridas no início da temporada, enquanto aguarda que a situação no Oriente Médio permita a retomada das provas na região no futuro.
