Entre nos nossos canais do Telegram e WhatsApp para notícias em primeira mão. Telegram: [link do Telegram]
WhatsApp: [link do WhatsApp]
Uma pesquisa divulgada nesta sexta-feira (13) pelo instituto Quaest indica que um eventual apoio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, à candidatura presidencial do senador Flávio Bolsonaro poderia ter efeitos divididos entre os eleitores brasileiros — e até favorecer o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
De acordo com o levantamento, 28% dos entrevistados afirmam que o apoio de Trump aumentaria as chances de votarem em Flávio Bolsonaro. Já 32% dizem que o gesto do político americano faria crescer a disposição de votar em Lula. Outros 19% afirmaram que a manifestação poderia levá-los a buscar um candidato de terceira via, enquanto 14% disseram que o apoio não mudarifa seu voto. Além disso, 7% não souberam ou preferiram não responder.
A pesquisa foi encomendada pela Genial Investimentos e ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 6 e 9 de março. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
Segundo o diretor da Quaest, Felipe Nunes, os dados indicam que o eventual apoio de Trump tende a gerar efeitos contraditórios. “Trump parece mais atrapalhar que ajudar a candidatura da oposição. Quando perguntados, 32% dos brasileiros afirmam que um apoio de Trump a Flávio faria com que aumentassem as chances de votar em Lula”, explicou.
O levantamento também mostra forte polarização entre grupos políticos. Entre eleitores que se declaram bolsonaristas, 80% afirmam que o apoio de Trump aumentaria a chance de votar em Flávio Bolsonaro. Já entre os que se identificam com Lula, 79% dizem que o gesto ampliaria a disposição de votar no atual presidente.
Entre eleitores independentes, o impacto tende a favorecer uma alternativa fora da polarização: 33% afirmam que o apoio do republicano os incentivaria a procurar um candidato diferente de Lula ou Flávio Bolsonaro.
A pesquisa ainda analisou diferenças entre grupos religiosos e demográficos. Entre evangélicos, 36% afirmam que o apoio de Trump aumentaria as chances de voto em Flávio Bolsonaro. Entre católicos, 35% dizem que o gesto fortaleceria sua disposição de votar em Lula.
O efeito também varia por gênero e renda. Entre homens, 34% afirmam que o apoio aumentaria as chances de votar em Flávio Bolsonaro, enquanto entre mulheres 33% dizem que o movimento aumentaria a probabilidade de voto em Lula. Entre eleitores com renda superior a cinco salários mínimos, 35% dizem que o apoio beneficiaria o senador. Já entre quem ganha até dois salários mínimos, 40% afirmam que a declaração de Trump aumentaria as chances de votar no atual presidente.
Regionalmente, o Sul aparece como a região onde o eventual apoio de Trump teria maior impacto positivo para Flávio Bolsonaro, com 35% dizendo que isso aumentaria a chance de voto no senador. No Nordeste, porém, o movimento teria efeito oposto: 50% afirmam que a manifestação do republicano ampliaria a probabilidade de voto em Lula.
O estudo também apontou mudanças na percepção dos brasileiros sobre os Estados Unidos. Atualmente, 48% têm opinião desfavorável ao país, percentual que permaneceu estável em relação a agosto de 2025, mas superior aos 25% registrados em outubro de 2023. Já a avaliação favorável caiu para 38%, ante 44% no ano passado e 58% em fevereiro de 2024.
