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O ministro do Turismo, Celso Sabino, pediu demissão nesta sexta-feira (19) e oficializou sua saída do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A decisão ocorre um dia após o União Brasil, partido de Sabino, determinar que todos os filiados entregassem seus cargos na gestão petista em até 24 horas.
A saída foi comunicada diretamente a Lula durante reunião no Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência. A medida já era esperada após a Executiva Nacional do União aprovar, por unanimidade, uma resolução que prevê punições, como processo disciplinar e até expulsão por “infidelidade partidária”, caso os filiados não cumpram a determinação.
A decisão impacta diretamente o comando do Ministério do Turismo e atinge também dezenas de cargos em órgãos da administração pública ligados ao União Brasil. Além disso, a saída do União e do Progressistas (PP) da base governista obriga o Palácio do Planalto a redesenhar a Esplanada dos Ministérios, abrindo espaço para negociações com partidos do Centrão e da centro-esquerda em troca de apoio político no Congresso.
Outro ministro que deve deixar o governo é André Fufuca (PP-MA), titular do Esporte. No caso do PP, o prazo definido pela direção nacional para a saída dos indicados é de 30 dias.
A saída de Sabino ocorre em um momento delicado para o Planalto, às vésperas da COP30, conferência da ONU sobre mudanças climáticas marcada para 2025 em Belém (PA), estado do ministro. O evento será vitrine internacional para o Brasil e colocaria Sabino como figura central nas articulações de turismo e infraestrutura ligadas ao encontro.
Com a debandada de União e PP, o governo Lula perde apoio de bancadas expressivas no Congresso, o que pode dificultar a aprovação de pautas estratégicas nos próximos meses.
Celso Sabino estava à frente do Turismo desde julho de 2023, quando substituiu Daniela Carneiro. Atualmente, o União Brasil tem outros dois nomes na Esplanada: Waldez Góes (Integração e Desenvolvimento Regional), ligado ao senador Davi Alcolumbre (AP), e Frederico de Siqueira (Comunicações), também indicado por Alcolumbre, embora não seja filiado à legenda.
Na prática, a resolução do partido pressiona esses nomes a se desligarem da gestão petista, sob risco de sanções internas.