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‘Não haverá democracia, a lei é a sharia e é isso’, diz um dos principais comandantes do Talibã

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As leis no Afeganistão, agora comandado pelo Talibã, devem ser semelhantes às que existiam da outra vez que o grupo terrorista esteve no poder, afirmou nesta quinta-feira (19) Waheedullah Hashimi, um dos principais comandantes do Talibã.

Ele afirmou que não há possibilidade de o país adotar a democracia como sistema para escolher os líderes. Agora, o Afeganistão provavelmente será governado por um conselho que vai observar a sharia, a lei islâmica.

O líder supremo do Talibã, Haibatullah Akhundzada, provavelmente estará no comando desse conselho. Akhundzada terá um papel semelhante ao de um presidente, afirmou Hashimi.

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“Não haverá nada como um sistema democrático porque isso não tem nenhuma base no nosso país, nós não vamos discutir qual será o tipo de sistema político que vamos aplicar no Afeganistão porque isso é claro: a lei é sharia, e é isso”, afirmou Hashimi.

O Talibã tem uma interpretação restrita e literal da sharia. O grupo afirma que os direitos das mulheres serão respeitados dentro do código religioso. As regras sobre como as mulheres deverão se vestir provavelmente serão decididas por um conselho de acadêmicos do Islamismo.

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