Entre nos nossos canais do Telegram e WhatsApp para notícias em primeira mão. Telegram: [link do Telegram]
WhatsApp: [link do WhatsApp]
Centenas de seguidores de Muqtada al-Sadr invadiram o palácio presidencial do Iraque em Bagdá nesta segunda-feira (29), depois que o clérigo xiita anunciou sua renúncia da política. Reforços militares foram enviados ao palácio e um toque de recolher foi posto em prática.
Os manifestantes dirigiram-se ao Palácio Republicano imediatamente após al-Sadr anunciar sua “retirada final” da política. Depois de derrubar as barreiras de cimento do lado de fora do prédio luxuoso, os manifestantes entraram, onde gritaram slogans em apoio ao clérigo.
A segurança do palácio não conseguiu controlar a massa de manifestantes.
Reforços militares logo foram chamados, e a tropa de choque usou canhões de água para manter mais multidões de manifestantes longe do palácio. Alguns dos que já estavam lá dentro aproveitaram para nadar na piscina do palácio, mostraram imagens que circulam nas redes sociais. O Comando de Operações Conjuntas do Iraque emitiu um toque de recolher em toda a cidade logo após a violação do palácio.
#Iraq's Presidential palace, moments ago. pic.twitter.com/eZG5oZIu56
— AbuAliEnglish (@AbuAliEnglishB1) August 29, 2022
Em sua declaração de renúncia, al-Sadr fez referência à aposentadoria no domingo do líder espiritual xiita aiatolá Kadhim al-Haeri, que convocou seus seguidores a apoiarem o aiatolá Ali Khamenei do Irã em seu lugar. Al-Sadr afirmou que a renúncia de al-Haeri “não foi por sua própria vontade”, aparentemente implicando influência iraniana encoberta.
Al-Sadr é um crítico vocal da influência estrangeira no Iraque e há muito procura conter a influência das milícias xiitas apoiadas pelo Irã no país. Depois que seu bloco político conquistou 73 assentos na legislatura iraquiana de 329 assentos no ano passado, ele não conseguiu formar um governo, devido à oposição da Aliança do Quadro de Coordenação, um bloco xiita aliado ao Irã, e ao desejo de al-Sadr de excluir seus membros da uma possível coalizão governante.