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🧡 Ver Ofertas na ShopeeO Irã deve anunciar neste domingo o nome do novo líder supremo do país, após a morte do aiatolá Ali Khamenei, ocorrida há pouco mais de uma semana durante ataques aéreos atribuídos aos Estados Unidos e a Israel.
Os bombardeios atingiram depósitos de combustível e provocaram grandes incêndios que cobriram parte da capital Teerã com uma espessa camada de fumaça.
Segundo integrantes da Assembleia de Especialistas, responsável pela escolha do sucessor, a votação já foi realizada e a decisão tomada, mas o nome do novo líder ainda não foi divulgado oficialmente.
“O voto para nomear o líder foi realizado e ele já foi escolhido”, afirmou Ahmad Alamolhoda, membro da assembleia, em declaração à agência iraniana Mehr. De acordo com ele, o anúncio será feito posteriormente pela secretaria do órgão.
Outros membros confirmaram que a decisão foi tomada. Um deles sugeriu que Mojtaba Khamenei, filho do antigo líder supremo, pode assumir o cargo.
Israel faz alerta e mantém ataques
Enquanto o processo de sucessão ocorre, Israel advertiu que não hesitará em atacar o novo líder e também integrantes da assembleia que participaram da escolha.
Durante a noite, novas operações militares foram realizadas. Ataques atingiram depósitos de combustível em Teerã e áreas próximas, além de uma ofensiva contra um hotel no centro de Beirute, que teria como alvo comandantes iranianos.
A guerra no Oriente Médio chegou ao nono dia com intensos confrontos. A Guarda Revolucionária do Irã afirmou possuir recursos suficientes para manter ataques com drones e mísseis na região por até seis meses.
Irã promete usar mísseis mais avançados
O porta-voz da Guarda Revolucionária, Ali Mohammad Naini, declarou que o país utilizou até agora apenas mísseis de primeira e segunda geração. Segundo ele, nos próximos dias poderão ser empregados “mísseis avançados e de longo alcance, pouco utilizados até agora”.
Em meio à escalada do conflito, diversos países da região registraram incidentes. A Arábia Saudita interceptou drones que se dirigiam a alvos em Riad. Já Kuwait informou que tanques de combustível de seu aeroporto internacional foram atingidos. Em Bahrein, uma usina de dessalinização foi danificada.
Na capital iraniana, ataques noturnos atingiram cinco instalações petrolíferas, causando a morte de quatro pessoas, segundo autoridades locais. O governo regional informou que a distribuição de combustível foi temporariamente interrompida enquanto ocorrem reparos.
Ao amanhecer, uma névoa escura cobria Teerã, e o cheiro de queimado permanecia no ar.
Dentro do Irã, danos à infraestrutura e a áreas residenciais continuam aumentando. A presença de forças de segurança também foi reforçada nas ruas.
“Quem nunca viveu uma guerra não consegue entender o que é isso”, disse um professor iraniano, sob condição de anonimato, à agência AFP, ao relatar o medo da população diante dos bombardeios.
O Ministério da Saúde iraniano informou que ao menos 1.200 civis morreram e cerca de 10 mil ficaram feridos, números que não puderam ser verificados de forma independente.
No Líbano, ataques aéreos israelenses teriam deixado pelo menos 294 mortos na última semana, segundo autoridades locais, que alertam para o risco de uma crise humanitária.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a afirmar que não descarta o envio de tropas terrestres americanas ao Irã, embora tenha declarado que a guerra estaria “praticamente vencida”.
No domingo, Trump também participou de uma cerimônia que marcou o retorno dos corpos de seis militares americanos mortos em um ataque com drones contra uma base dos EUA no Kuwait.
Analistas avaliam que ainda não há um caminho claro para encerrar o conflito, que autoridades americanas e israelenses acreditam poder durar pelo menos um mês.
Pressão internacional
Enquanto isso, China e Rússia têm mantido postura cautelosa, apesar de suas relações próximas com Teerã.
O chanceler chinês, Wang Yi, afirmou que a guerra no Oriente Médio “nunca deveria ter acontecido” e criticou a escalada militar.
“Um punho forte não significa uma razão forte. O mundo não pode voltar à lei da selva”, declarou durante coletiva em Pequim.





















































