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🧡 Ver Ofertas na ShopeeO Bitcoin registra sinais de que a onda de vendas em pânico que pressionou o mercado nos últimos meses pode estar chegando ao fim, de acordo com analistas ouvidos pela CoinDesk. A criptomoeda opera acima de US$ 62 mil, mesmo em meio à escalada de tensões entre os Estados Unidos e o Irã, o que sugere que os chamados “weak hands” (investidores com menor tolerância a quedas) já teriam se desfeito de suas posições.
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O primeiro indicativo é a resiliência do ativo. Diferentemente do que ocorreu em março e abril, quando crises geopolíticas semelhantes derrubaram o preço do Bitcoin, a moeda se manteve firme neste fim de semana, mesmo com o fechamento do Estreito de Ormuz e a disparada do petróleo. “O BTC se manteve em US$ 62 mil durante rodadas de ataques aéreos dos EUA e o fechamento de Ormuz, mal se mexendo. Os weak hands parecem ter ido embora”, afirmou Jasper De Maere, trader da Wintermute, em e-mail à CoinDesk.
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O segundo sinal vem dos ETFs de Bitcoin à vista listados nos EUA. Na semana passada, os fundos registraram entrada líquida de US$ 197,4 milhões — o primeiro fluxo positivo após oito semanas seguidas de saques. “A sequência de oito semanas de saída de ETFs foi quebrada. É um movimento, não uma tendência, mas o vendedor marginal está secando”, observou De Maere.
Dados da Glassnode apontam que a pressão de venda no mercado à vista diminuiu significativamente. Em junho, a venda líquida média era de cerca de 2 mil BTC por dia; em julho, desacelerou para apenas 53 BTC por dia, o mês mais calmo de 2026 fora abril. “Os fluxos de ETF confirmam isso de outro ângulo. Os últimos dez dias se dividiram entre entrada e saída, com saldo ligeiramente positivo”, afirmou Dessislava Ianeva, analista da Nexo.
Cautela no horizonte
Apesar dos sinais positivos, analistas alertam que a recuperação ainda é frágil. A alta recente, que levou o Bitcoin de US$ 57,7 mil — mínima do ano — para os níveis atuais, foi impulsionada principalmente por traders de derivativos, não por compradores no mercado à vista, segundo Alex Kuptsikevich, analista-chefe da FxPro. “A demanda por Bitcoin está se recuperando rapidamente, embora o crescimento esteja sendo impulsionado principalmente por traders de varejo no mercado futuro especulativo. Ao mesmo tempo, a situação no mercado à vista continua menos positiva”, afirmou.
Sem um forte retorno da liquidez compradora, os preços podem permanecer em tendência lateral por meses. A cautela também é justificada por eventos macroeconômicos agendados para esta semana: a divulgação do IPC dos EUA de junho e o primeiro depoimento do presidente do Fed, Kevin Warsh, ao Congresso, que podem influenciar decisões sobre juros e o apetite por risco.
O volume de negociação em corretoras centralizadas (CEX) subiu pela primeira vez em cinco meses em junho, com o mercado à vista crescendo 15,3%, para US$ 1,11 trilhão, e os volumes perpétuos de RWA atingindo o recorde de US$ 311 bilhões.





















































