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🧡 Ver Ofertas na ShopeeO ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o bloqueio de até R$ 6,1 milhões em bens do ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha. A decisão, datada de 6 de julho, foi motivada por suspeitas de que Cunha, mesmo sem mandato ativo, tenha atuado no direcionamento ilegal de emendas parlamentares.
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A ordem judicial é um desdobramento da Operação Transparência, deflagrada em dezembro de 2025, que resultou na apreensão do celular de Mariângela Fialek, servidora da Câmara. A análise do aparelho revelou a existência de um esquema paralelo para a destinação de verbas públicas.
“Das pesquisas realizadas, foram identificadas pelo menos 21 emendas parlamentares, num total de R$ 6,15 milhões, que foram empenhadas e pagas e que, nesse cenário, foram forjadamente documentadas para escamotear o verdadeiro solicitante da indicação”, afirmou Dino em sua decisão.
Segundo o ministro, as investigações apontam que Eduardo Cunha, embora desprovido de mandato, “aparece como vetor relevante de definição e remanejamento de emendas”. Dino também destacou o “descontrole político e desvinculação ao interesse público” na atuação de Cunha, que não possui vínculo político com Minas Gerais, estado para o qual direcionava os recursos. Em uma das conversas analisadas, o ex-deputado teria demonstrado impaciência com prefeitos mineiros, afirmando: “Boa tarde, desculpa mas eu não aguento mais esses mineiros enrolados. Troca a de Governador Valadares por essa, pois lá também criaram caso pedindo ofício etc. É mais fácil trocar”.
A decisão contra Cunha tem o mesmo fundamento da que foi aplicada recentemente contra o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, que teve R$ 119 milhões em bens bloqueados na última sexta-feira (10) por um suposto esquema semelhante. O R7 tenta contato com a defesa de Eduardo Cunha e de Mariângela Fialek para que se posicionem sobre a decisão.























































