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🧡 Ver Ofertas na ShopeeA cirurgia bariátrica pode salvar vidas de pessoas com obesidade grave, mas um novo estudo alerta que os pacientes precisarão redobrar a atenção com o consumo de álcool depois do procedimento.
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A pesquisa, publicada no International Journal of Obesity, mostra que pessoas submetidas a bypass gástrico ou sleeve (manga gástrica) passam a absorver o álcool de forma muito mais rápida, o que aumenta o risco de desenvolver problemas com a bebida.
O pesquisador principal do estudo, Magnus Strømmen, da Universidade Noruega de Ciência e Tecnologia, explicou que a cirurgia reduz o volume do estômago, fazendo o paciente comer menos e sentir saciedade mais rápido. Mas a mudança na anatomia também afeta a forma como o corpo processa o álcool.
“Não basta dizer que o consumo de álcool vai mudar. Os pacientes precisam ser informados sobre os mecanismos por trás desse aumento de risco e, principalmente, sobre como reagir de forma diferente à intoxicação alcoólica após a cirurgia”, afirmou Strømmen.
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O que muda no organismo
Em um estômago normal, parte do álcool é quebrada por uma enzima presente no revestimento do órgão e não chega à corrente sanguínea. Com a cirurgia, esse mecanismo de proteção é perdido. Além disso, a bebida passa muito mais rápido para o intestino.
Para chegar a essas conclusões, os pesquisadores acompanharam 33 pessoas programadas para fazer a cirurgia. Elas realizaram testes de consumo de álcool antes do procedimento e aos três, 12 e 36 meses depois. Os participantes beberam doses medidas de vodca com suco de laranja e tiveram os níveis de álcool no sangue monitorados.
Os resultados mostraram que as pessoas ficavam embriagadas mais rápido e em maior intensidade mesmo bebendo a mesma quantidade de álcool. Também demoravam mais para ficar sóbrias.
“O consumo de álcool quase dobra, tanto no bypass gástrico quanto na manga gástrica. E um achado ainda mais perigoso, do ponto de vista do abuso de substâncias, é que os pacientes atingem a concentração máxima no sangue na metade do tempo. Esses efeitos são duradouros, provavelmente para a vida toda”, disse Strømmen.
Risco maior no bypass
Uma análise complementar com 17.800 pacientes noruegueses que fizeram a cirurgia entre 2008 e 2018 revelou que aqueles submetidos ao bypass gástrico tinham 69% mais risco de problemas com álcool do que os que fizeram a manga gástrica.
Strømmen ressaltou que, embora os efeitos sejam mais acentuados no bypass, isso não significa que a manga gástrica seja inofensiva em relação ao abuso de álcool.
O pesquisador aconselha os pacientes a estarem preparados para dizer “não” quando alguém oferecer bebida. “De repente, eles estarão em contextos sociais onde amigos e familiares esperam que bebam tanto quanto antes da cirurgia. Mas a fisiologia mudou. Isso significa que eles precisam ter mais cuidado do que antes.”
Strømmen defende que os médicos devem fazer uma avaliação mais detalhada dos hábitos de consumo de álcool e dos fatores de risco antes da cirurgia. “Temos que melhorar em fazer as perguntas certas”, afirmou.





















































