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🧡 Ver Ofertas na ShopeeCientistas da Amazônia sequenciaram pela primeira vez o genoma do açaí (Euterpe oleracea Mart.), a palmeira que produz um dos frutos mais representativos da bioeconomia da Região Norte. O trabalho, resultado de uma parceria entre a Universidade Federal do Pará (UFPA) e a Embrapa Amazônia Oriental, foi publicado na revista científica Genome.
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A descoberta deve agilizar o melhoramento genético do açaizeiro ao identificar genes responsáveis por características desejáveis, como elevada produtividade, maior teor de antocianinas (pigmentos naturais que dão a cor roxa ao fruto) e resistência a doenças. A pesquisadora Elisa Moura, da Embrapa e uma das autoras do artigo, explicou que o sequenciamento permite identificar regiões do genoma que funcionam como marcadores, evitando a espera de cerca de seis anos em campo para obter informações sobre produção de antocianinas e produtividade.
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Outra descoberta importante foi sobre a coloração dos frutos. A comparação entre amostras de açaí roxo e branco revelou que a cor mais comum se deve à ativação de uma enzima específica, responsável pela síntese de antocianinas. Já a variedade branca apresenta uma inibição generalizada dos genes que iniciam esse processo de coloração.
O conhecimento genômico também abre caminho para o desenvolvimento de novos produtos. A partir da identificação dos genes relacionados a moléculas de interesse, como corantes naturais e antioxidantes, novas pesquisas podem utilizar técnicas de engenharia biológica para produzir esses compostos em larga escala em laboratório, por meio de bactérias ou leveduras — um processo chamado de criação de rotas biotecnológicas. O professor Rafael Baraúna, da UFPA, destacou que esse método diminui a exploração da planta no campo e aumenta a produção em ambiente controlado, sendo uma maneira mais sustentável de alcançar produtos de interesse da indústria.
O sequenciamento pode acelerar em até três vezes as etapas de avaliação e seleção realizadas em campo no melhoramento genético convencional. Maria do Socorro Padilha, pesquisadora da Embrapa e responsável pela equipe que lançou a primeira cultivar de açaí em 2005, afirmou que naquela época foram necessários 24 anos de trabalho em campo. Se os dados genômicos estivessem disponíveis, o desenvolvimento poderia ter sido reduzido para oito a dez anos.
Os dados do genoma ficarão disponíveis em uma base pública à disposição da ciência nacional. A pesquisa contou com financiamento da Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq)




















































