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Steve Bannon, ex-assessor de Donald Trump, foi libertado de uma prisão federal em Connecticut na manhã desta terça-feira, após cumprir quatro meses de detenção por descumprir uma intimação relacionada ao comitê do Congresso sobre o ataque ao Capitólio em 6 de janeiro de 2021.
“Steve Bannon é um homem livre”, escreveu Natalie Winters, co-apresentadora do podcast “War Room” de Bannon, em uma publicação nas redes sociais às 6h.
Aos 70 anos, Bannon deixou a Instituição Correcional Federal em Danbury, Connecticut, onde estava preso desde 1º de julho. Ele foi acompanhado por sua filha Maureen ao sair da prisão, segundo informações da CNN. Um representante de Bannon anunciou que ele concederá uma entrevista coletiva em Manhattan ainda hoje.
A libertação de Bannon ocorre apenas uma semana antes das eleições de 2024, marcando o retorno do estrategista à cena política. Ele foi condenado em duas acusações de desacato ao Congresso: uma por se recusar a testemunhar perante o comitê e outra por se negar a fornecer documentos relacionados aos eventos de 6 de janeiro.
Apesar de ter sido condenado em outubro de 2022, a pena de prisão foi adiada por um juiz federal enquanto Bannon apelava da decisão. Em maio deste ano, um painel de juízes da corte de apelação federal manteve a condenação.
Mesmo tendo cumprido sua pena, Bannon continuará a apelar contra a sentença, defendendo-se como um “preso político”. Em declarações anteriores, ele afirmou estar “orgulhoso” de sua ida à prisão e criticou o procurador-geral Merrick Garland e o Departamento de Justiça, classificando-o como “corrupto”.
Além dessas condenações, Bannon enfrenta novas acusações criminais em Nova York. Ele é acusado de enganar doadores que contribuíram para a construção de um muro na fronteira entre os Estados Unidos e o México. O ex-assessor de Trump será julgado em dezembro por sua suposta participação em um esquema de arrecadação de fundos de US$ 15 milhões destinado ao projeto do muro.
Bannon se declarou inocente das acusações de lavagem de dinheiro, conspiração, fraude e outros crimes. Seu julgamento está marcado para começar no dia 9 de dezembro.