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O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, deve se reunir nesta terça-feira (26) com ministros de alto escalão para discutir a possível aprovação de um cessar-fogo com o Hezbollah. A decisão pode marcar o fim da guerra de 13 meses entre Israel e o grupo terrorista libânes.
A reunião está prevista para as 16h, horário local, no quartel-general militar em Tel Aviv, e deve durar cerca de 1 hora. A pauta inclui a análise de um acordo de cessar-fogo mediado por diplomatas americanos e franceses, conforme relataram duas autoridades israelenses sob anonimato, devido à delicadeza das negociações.
A proposta estabelece um período de 60 dias no qual as hostilidades cessariam, com a retirada mútua das forças do sul do Líbano. O plano prevê que as tropas israelenses retornem ao sul da fronteira Israel-Líbano, enquanto o Hezbollah se deslocaria ao norte do Rio Litani. Essa medida abriria espaço para que o Exército Libanês assumisse o controle da região, apesar de não ser parte direta da guerra.
Ainda há incertezas sobre como o Exército Libanês controlaria a atuação do Hezbollah, uma força considerável no sul do Líbano. Israel busca garantias dos Estados Unidos de apoio para uma eventual nova incursão, caso o Hezbollah viole os termos do acordo.
Netanyahu é considerado favorável à proposta, mas enfrenta resistência de alguns ministros em sua coalizão, que expressaram reservas em relação ao cessar-fogo.
Do lado do Hezbollah, o líder terrorista Naim Qassem indicou na semana passada que o grupo aceitaria uma trégua caso Israel interrompesse os ataques ao Líbano e respeitasse a soberania do país do Oriente Médio.
O conflito começou em outubro de 2023, quando o Hezbollah lançou ataques contra posições israelenses em solidariedade ao Hamas, que havia invadido o sul de Israel. A resposta de Israel resultou em um confronto prolongado, marcado por intensificação dos combates durante o verão, ataques israelenses a bairros controlados pelo Hezbollah no sul de Beirute e uma invasão terrestre em setembro. Estima-se que os combates tenham deixado milhares de mortos, incluindo líderes do Hezbollah como Hassan Nasrallah.
O cessar-fogo seria formalizado entre Israel, Líbano e os países mediadores, sem incluir oficialmente o Hezbollah, designado pelos Estados Unidos como organização terrorista.
Um legislador libanês tem atuado como intermediário nas negociações, dada a influência do Hezbollah no sul do país e sua relação com o governo libanês.