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O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, agendou para a próxima quinta-feira, 9 de janeiro, o funeral de estado do ex-presidente Jimmy Carter, que faleceu neste domingo aos 100 anos, após vários meses recebendo cuidados paliativos. As exéquias ocorrerão na capital americana, apenas onze dias após a posse do presidente eleito, Donald Trump.
Em uma proclamação oficial, Biden declarou o dia do funeral como um “Dia Nacional de Luto em todo os Estados Unidos”, convocando os cidadãos a prestarem homenagem ao legado do ex-presidente Carter. Além disso, ele ordenou que a bandeira dos Estados Unidos seja hasteada a meio mastro na Casa Branca e em todos os edifícios e terrenos públicos do país.
“Faço um apelo ao povo americano para que se reúna naquele dia em seus respectivos locais de culto, a fim de prestar homenagem à memória do presidente James Earl Carter, Jr.”, disse Biden.
“Convido os povos do mundo que compartilham nossa dor a se unirem a nós nesta solenidade”, acrescentou.
Carter, que foi o 39º presidente dos Estados Unidos e o mandatário que mais tempo viveu na história do país, estava em sua residência em Plains, Geórgia, recebendo cuidados paliativos desde fevereiro de 2023. O ex-presidente sofria de um melanoma avançado, que havia se espalhado para seu fígado e cérebro.
Durante seu mandato de 1976 a 1981, Carter liderou com um enfoque voltado para os direitos humanos, mas sua presidência foi marcada por desafios internos, como a crise energética, e externos, como a crise dos reféns no Irã. Para além de seu tempo na Casa Branca, Carter deixou um legado duradouro como ativista pela paz e pela habitação digna, especialmente por meio de seu trabalho com a organização Habitat for Humanity.
Em uma mensagem televisiva desde St. Croix, nas Ilhas Virgens Americanas, onde passava férias com sua família, Biden recordou Carter como um “querido amigo” e um exemplo de vida.
“Jimmy Carter é um modelo do que significa viver uma vida com significado e propósito”, disse o presidente.
Biden qualificou o ex-presidente como um “líder notável” cuja vida foi definida “por ações e não por palavras”. Ele acrescentou ainda que Carter não pertence apenas a “uma era passada”, mas que sua influência transcende o tempo.
“Todos nós faríamos bem em ser um pouco mais como Jimmy Carter”, concluiu.
Detalhes do funeral
O funeral de estado será parte de uma série de homenagens que se estenderão por vários dias, com eventos públicos em Atlanta e Washington, de acordo com o Centro Carter. Embora os detalhes específicos ainda não tenham sido definidos, Biden antecipou que “um importante serviço formal será realizado em Washington, D.C.”
Espera-se que Carter seja velado no Capitólio dos Estados Unidos, onde poderá receber a honra de “repousar em capela ardente” na Rotunda do Capitólio, um privilégio reservado a ex-presidentes e figuras proeminentes do país. Doze ex-presidentes receberam essa homenagem, sendo o mais recente George H.W. Bush, em 2018.
Após os serviços em Washington, Carter será enterrado em uma cerimônia privada em sua cidade natal, Plains, Geórgia, conforme confirmado pelo Centro Carter. Esse será o encerramento de um funeral de estado tradicional, que inclui três etapas: cerimônias em sua cidade natal, atos oficiais em Washington com a participação de unidades militares de honra e, finalmente, a inumação no estado escolhido pelo próprio Carter em vida.
Líderes políticos e figuras destacadas tanto dos Estados Unidos quanto do exterior estarão presentes nos serviços. Espera-se a presença dos ex-presidentes Bill Clinton, George W. Bush, Barack Obama e Donald Trump, e suas respectivas esposas.
Além disso, a participação de dignitários internacionais é aguardada, como aconteceu nos funerais de estado anteriores. Durante os atos em homenagem a George H.W. Bush, estiveram presentes líderes como o então príncipe Carlos, agora rei do Reino Unido, o rei Abdallah II da Jordânia e o ex-primeiro-ministro britânico John Major, que também podem prestar tributo a Carter.
(Com informações da AFP)
