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O secretário do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, negou nesta segunda-feira (25) ter compartilhado informações classificadas sobre as operações militares no Iémen por meio de aplicativos de mensagens instantâneas, como afirmou o diretor da revista The Atlantic, Jeffrey Goldberg, que denunciou ter sido incluído acidentalmente em um chat onde, supostamente, estavam altos funcionários da administração norte-americana.
“Ninguém estava enviando planos de guerra, e isso é tudo o que tenho a dizer sobre o assunto”, declarou Hegseth ao ser abordado por jornalistas após aterrissar na Base da Força Aérea Hickam, na ilha de Oahu, no estado do Havai.
Em sua declaração, o secretário também se referiu ao autor da denúncia, apontando-o como responsável por divulgar informações falsas.
Hegseth não forneceu detalhes adicionais sobre a natureza do grupo de mensagens nem sobre sua composição.
De acordo com a reportagem publicada por The Atlantic, Goldberg teria recebido mensagens enviadas pelo aplicativo criptografado Signal, nas quais supostos planos de ataque contra posições dos rebeldes hutis no Iémen estavam sendo discutidos.
O grupo teria sido criado no início de março pelo assessor de Segurança Nacional da Casa Branca, Mike Waltz, e incluiria também o vice-presidente JD Vance, o secretário de Estado Marco Rubio, a diretora de Inteligência Nacional Tulsi Gabbard e o diretor da Agência Central de Inteligência (CIA), John Ratcliffe.
Segundo as informações publicadas, a conversa continha detalhes operacionais, incluindo o tipo de armamento, os objetivos previstos e o cronograma dos ataques. Goldberg afirmou que sua inclusão no grupo foi acidental e que ele não foi informado previamente.
A Casa Branca, por meio do porta-voz do Conselho de Segurança Nacional, Brian Hughes, declarou mais cedo que as mensagens compartilhadas pareciam autênticas. No entanto, não forneceu explicações sobre o motivo de funcionários do governo estarem tratando assuntos de defesa nacional por meio de canais de mensagens não oficiais.
Apesar do incidente, o presidente Donald Trump expressou seu apoio à equipe de segurança nacional.
“O presidente Trump continua a ter plena confiança em sua equipe de segurança nacional, incluindo o assessor de segurança nacional, Mike Waltz”, disse a porta-voz Karoline Leavitt em um comunicado divulgado nesta segunda-feira.
Quando questionado pela imprensa, Trump respondeu: “Não sei nada a respeito. É a primeira vez que me contam isso”. Ele acrescentou, sem se referir diretamente ao erro, que “o ataque foi muito eficaz”.
Até o momento, nenhum dos funcionários mencionados no relatório fez declarações públicas sobre o ocorrido. Também não foi anunciada a abertura de uma investigação oficial para determinar se houve manejo indevido de informações sensíveis.
O uso de plataformas de mensagens fora dos canais governamentais estabelecidos para o manejo de informações classificadas é regulado por protocolos federais. As normas exigem que qualquer comunicação relacionada à segurança nacional seja feita por meio de sistemas protegidos e verificados.
O Departamento de Defesa não emitiu um comunicado adicional sobre o incidente, e ainda não se sabe se a oficina do inspetor-geral abrirá uma revisão interna.
(Com informações da Europa Press)