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O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou nesta quinta-feira (10), em Washington, que só aceitará negociar um cessar-fogo permanente na Faixa de Gaza se o território palestino for completamente desmilitarizado. A declaração foi feita após uma reunião com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e ocorre enquanto representantes israelenses e do Hamas mantêm conversas indiretas em Doha, com mediação internacional.
“Desde o início do cessar-fogo, iniciaremos negociações para encerrar a guerra de forma permanente”, disse Netanyahu em vídeo divulgado à imprensa. Segundo ele, o governo israelense considera “condições fundamentais” que o Hamas deponha as armas e renuncie a qualquer capacidade de governo ou poderio militar em Gaza. Caso isso não seja alcançado durante a trégua de 60 dias proposta, Israel poderá recorrer a “outros meios, com o uso da força do heroico exército”.
A proposta atualmente em discussão prevê uma trégua temporária de dois meses em troca da libertação de metade dos cerca de 20 reféns israelenses que ainda estariam vivos em Gaza. Durante esse período, as partes negociariam a possibilidade de transformar a pausa temporária em um acordo de cessar-fogo definitivo, com a desmilitarização como ponto central. Caso não haja avanço, a trégua poderá ser prorrogada até que se defina o chamado “dia seguinte”.
Netanyahu reiterou que a duração da ofensiva israelense se deve à “presença de milhares de combatentes armados” na região e classificou a operação militar como “uma das mais brilhantes da história”. O líder israelense também destacou que o objetivo continua sendo a libertação dos reféns “da melhor forma possível”.
O ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Saar, declarou em Viena que o governo está disposto a oferecer “livre trânsito ao exílio” para os líderes do Hamas ainda presentes em Gaza, em uma tentativa de facilitar o fim do conflito. Saar comparou a proposta à retirada da Organização para a Libertação da Palestina de Beirute, em 1982, mas rejeitou a possibilidade de transferir o controle de Gaza à Autoridade Nacional Palestina (ANP).
“Não vamos entregar o controle a uma entidade que não tem apoio popular, que não governa nem mesmo a Cisjordânia, e que ainda paga salários a terroristas”, afirmou.
Saar também negou as acusações de expulsão forçada da população palestina, alegando que os deslocamentos registrados ocorreram como “medidas de proteção durante os combates”. Ele destacou que qualquer saída de palestinos deve ser voluntária e condicionada à aceitação de países terceiros dispostos a recebê-los.
Atualmente, segundo números oficiais, há cerca de 50 reféns israelenses em Gaza, sendo que ao menos 20 estariam vivos. A proposta prevê a libertação desses reféns, vivos ou mortos, em troca da soltura de um número ainda não definido de prisioneiros palestinos detidos em Israel.
(Com informações da AFP e EFE)