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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (15) que o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, “não deve atacar Moscou” e que o presidente da Rússia, Vladimir Putin, tem até 50 dias para aceitar um acordo de cessar-fogo, sob pena de sanções. A declaração foi divulgada pela Casa Branca e ocorre em meio à escalada da guerra entre os dois países.
A fala de Trump veio após o jornal Financial Times revelar que o republicano teria sugerido, em conversas privadas, que Kiev poderia intensificar ataques em território russo. Segundo a publicação britânica, Trump chegou a questionar Zelensky sobre a possibilidade de atacar a capital russa caso os Estados Unidos fornecessem armamentos de longo alcance. Confrontado por jornalistas, Trump negou qualquer incentivo: “Não, ele não deve mirar em Moscou”, respondeu na Casa Branca.
Apesar de ter anunciado o envio de novos sistemas de defesa aérea Patriot para a Ucrânia e prometido uma “nova leva de mísseis e armamentos”, Trump evitou tomar partido no conflito. “Não estou do lado de ninguém”, disse. “Sabe de que lado estou? Do lado da humanidade. Quero parar a morte de milhares de pessoas toda semana. Quero parar a matança. Quero que a guerra entre Ucrânia e Rússia acabe. É disso que se trata”, declarou.
Trump também afirmou que, caso a Rússia não aceite um acordo de paz dentro do prazo de 50 dias, sanções econômicas e tarifas contra países que comprarem petróleo russo serão implementadas. “Não acho que 50 dias seja muito tempo, e pode até acontecer antes disso. Mas, se não houver acordo, os tarifários seguirão, assim como outras sanções”, alertou. “Vamos ver o que acontece com o presidente Putin”, completou.
Durante a entrevista, Trump criticou Putin pelas recentes ofensivas militares da Rússia contra cidades ucranianas, incluindo a capital, Kiev. O presidente norte-americano disse estar “decepcionado” com o líder russo e responsabilizou o atual governo dos EUA pelo prolongamento do conflito. “Tenho encerrado muitas guerras nos últimos três meses, mas não consegui com essa. Essa não é a guerra de Trump, é o desastre de Biden”, afirmou, em referência ao seu antecessor.
O posicionamento de Trump ocorre em um momento sensível da campanha eleitoral americana, em que o republicano busca demonstrar firmeza nas relações internacionais, mas também se apresenta como um potencial mediador de paz entre Rússia e Ucrânia.