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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (16) que enviará cartas a mais de 150 países notificando sobre a aplicação de novas tarifas alfandegárias, que poderão variar entre 10% e 15%. A medida faz parte de sua agenda comercial e representa mais um capítulo de sua política de pressão tarifária.
“Enviaremos uma notificação de pagamento a mais de 150 países, na qual estará especificada a taxa a ser aplicada”, disse Trump a jornalistas na Casa Branca. Ele ressaltou que os países-alvo “não são grandes economias e não fazem muitos negócios” com os EUA.
Em entrevista à emissora conservadora Real America’s Voice, também nesta quarta, Trump afirmou que a tarifa “provavelmente será de 10% ou 15%, ainda não decidimos”.
Nos últimos dias, o republicano intensificou sua retórica comercial, ameaçando impor novas tarifas a partir de 1º de agosto para economias que não conseguirem negociar melhores condições com os EUA. As cartas estendem por três semanas o prazo original, anteriormente fixado para 9 de julho, provocando uma corrida entre parceiros comerciais para evitar o aumento de impostos.
Apesar de inicialmente afirmar que buscava acordos bilaterais, Trump vem promovendo as próprias notificações como se fossem acordos formais. Ele ainda sugeriu não estar interessado em longas rodadas de negociação, embora tenha deixado a porta aberta para entendimentos que possam reduzir as tarifas.
Os novos valores são semelhantes aos anunciados por Trump em abril, que acabaram sendo suspensos após reações negativas nos mercados. Agora, a retomada das ameaças e o envio das cartas aumentam a incerteza nos mercados financeiros e surpreendem aliados como a União Europeia (UE), que esperava concluir acordos provisórios com Washington.
“Poderíamos chegar a um acordo com a Europa. Mas, para ser honesto, isso não me importa”, disse Trump, ao comentar a carta enviada à UE, tratando-a como um possível acordo.
Questionado sobre o caso do Canadá — que poderá enfrentar uma tarifa de 35% sobre determinados produtos em agosto —, o presidente respondeu que “ainda é cedo para dizer”.
O chefe de Comércio da UE, Maros Sefcovic, esteve em Washington nesta quarta para discutir o tema com o secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, e o representante comercial Jamieson Greer, segundo informou um porta-voz do bloco à Reuters.
Trump já ameaçou impor uma tarifa de 30% sobre importações da UE a partir de 1º de agosto — uma medida considerada inaceitável por Bruxelas, que poderia comprometer profundamente o comércio entre dois dos maiores mercados do mundo.
“Os arancelos de Trump só geram perdedores”, criticou o ministro das Finanças da Alemanha, Lars Klingbeil, durante uma coletiva de imprensa. Segundo ele, as tarifas ameaçam a economia americana tanto quanto a europeia. “Nossa mão continua estendida, mas não aceitaremos tudo. Precisamos estar preparados para possíveis contramedidas”, afirmou ao lado de seu homólogo francês, Eric Lombard.
(Com informações de Bloomberg e Reuters)