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“Travado e carregado”: O aviso dos EUA que coloca o Irã na mira de bombardeios

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As Forças Armadas dos Estados Unidos anunciaram que irão “perseguir ativamente” qualquer embarcação com bandeira iraniana ou navios que tentem prestar apoio ao regime em qualquer parte do mundo, em uma ampliação do bloqueio aos portos do Irã no Estreito de Ormuz.

O anúncio foi feito nesta quinta-feira pelo general Dan Caine, presidente do Estado-Maior Conjunto dos EUA, que explicou que a operação não se limita apenas à região estratégica do Oriente Médio, mas também se estende a outras áreas do mundo, incluindo o Indo-Pacífico.

“As forças conjuntas, por meio de operações em outras áreas de responsabilidade, como a região do Pacífico sob o comando do almirante Samuel Paparo, irão perseguir ativamente qualquer embarcação com bandeira iraniana ou qualquer navio que tente fornecer apoio material ao Irã”, afirmou Caine em coletiva de imprensa.

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Ele destacou ainda que a ação inclui embarcações da chamada “frota fantasma”, utilizadas para transportar petróleo iraniano de forma ilegal e burlar sanções internacionais. “Esses navios são aqueles que evitam regulamentações, sanções ou exigências de seguro”, explicou.

Durante a mesma coletiva, o secretário de Defesa, Pete Hegseth, fez um alerta direto aos líderes iranianos para que aceitem um acordo com os Estados Unidos. “Ao Irã: escolham com sabedoria. Eu rezo para que escolham um acordo que está ao seu alcance, para o bem do seu povo e do mundo”, disse. Ele acrescentou ainda: “Enquanto isso, o Departamento de Guerra está pronto e preparado”.

O presidente Donald Trump havia anunciado inicialmente o bloqueio no Estreito de Ormuz no último domingo. Na terça-feira, o Comando Central dos EUA confirmou que a medida já estava totalmente em vigor. Segundo autoridades norte-americanas, o objetivo é impedir ações iranianas que comprometam a segurança da navegação na região.

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Apesar da operação, os EUA afirmam que o bloqueio não impede o tráfego internacional no estreito. “Para deixar claro, este bloqueio se aplica a todos os navios, independentemente da nacionalidade, que entrem ou saiam de portos iranianos”, disse Caine. Ele ressaltou que a ação ocorre dentro do mar territorial do Irã, e não no Estreito de Ormuz como um todo.

O governo Trump justificou a medida como resposta às ações do Irã na região, que é responsável pela passagem de mais de um quinto do petróleo transportado por via marítima no mundo. Washington acusa Teerã de aumentar a instabilidade ao colocar minas navais, lançar drones e realizar ataques contra embarcações comerciais, o que teria provocado alta nos preços do petróleo.

Segundo os EUA, o país também teria tentado impor taxas sobre navios que passam pela região, o que violaria regras de livre navegação exigidas por Washington.

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Durante a coletiva, o general Caine afirmou que, até o momento, várias embarcações teriam optado por recuar diante da presença militar americana. “Até agora, 13 navios fizeram a escolha sensata de dar meia-volta”, disse.

Autoridades norte-americanas também afirmam que, até agora, nenhuma embarcação precisou ser abordada diretamente pela Marinha dos EUA.

O secretário Pete Hegseth criticou duramente o Irã ao afirmar que o país não teria capacidade real de controlar a região. “Você pode dizer publicamente que controla o Estreito de Ormuz, mas você não tem marinha nem consciência de domínio real. Você não controla nada”, afirmou.

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Ele ainda classificou as ações iranianas como pirataria e terrorismo. “Ameaçar navios comerciais com mísseis e drones em águas internacionais não é controle. Isso é pirataria. Isso é terrorismo”, disse.

Hegseth afirmou ainda que a operação está sendo conduzida com menos de 10% do poder naval dos Estados Unidos e alertou para uma possível escalada. “Este é o caminho mais diplomático possível. Mas se o Irã fizer a escolha errada, haverá bloqueio e bombas atingindo infraestrutura”, concluiu.

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