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🧡 Ver Ofertas na ShopeeO sildenafil, princípio ativo do Viagra, pode ter um novo uso além do tratamento da disfunção erétil. Um estudo publicado na revista científica Cancer Research sugere que o medicamento pode limitar a metástase do câncer por meio de um mecanismo biológico recém-descoberto.
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Pesquisadores do Instituto Weizmann de Ciências, em Israel, liderados pela professora Ayelet Erez e pelo doutor Yarden Ariav, descobriram que o sildenafil bloqueia uma enzima chamada fosfodiesterase tipo 5 (PDE5), o que eleva os níveis de uma molécula de sinalização conhecida como cGMP. Esse aumento dilata os vasos sanguíneos — efeito que tornou o Viagra eficaz contra a disfunção erétil. No entanto, a equipe de Erez identificou que o cGMP também se liga a uma proteína responsável pelo transporte de colesterol dentro das células.
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O colesterol é um componente essencial das membranas celulares e é particularmente importante para as células cancerosas que buscam se separar do tumor primário, migrar pelo corpo e invadir órgãos distantes. Quando o acesso ao colesterol é interrompido, essas células encontram mais dificuldade para formar metástases. Com o sildenafil, há menos colesterol disponível para as necessidades celulares, e as células cancerosas são especialmente vulneráveis a essa redução.
Combinação com estatinas potencializa efeito
Os pesquisadores também descobriram que combinar medicamentos da família do Viagra com estatinas — outra classe de medicamentos amplamente utilizados que reduzem a produção de colesterol no organismo — pode ser ainda mais eficaz para frear a metástase. Essa combinação não só limitaria o acesso das células cancerosas ao colesterol existente, mas também impediria que elas produzissem novo colesterol, potencializando o efeito antimetastático.
Dados de 5 milhões de pacientes
As descobertas foram baseadas em modelos de câncer em camundongos, culturas de células cancerosas de pacientes humanos e dados coletados ao longo de 20 anos de aproximadamente 5 milhões de membros da Clalit Health Services, a maior organização de saúde de Israel. A análise estatística revelou uma melhora significativa na sobrevivência de pacientes com câncer que tomaram sildenafil, especialmente quando combinado com estatinas.
“Descobrimos uma nova via biológica que vincula uma molécula de sinalização bem conhecida com a regulação do colesterol dentro das células, e demonstramos como essa via pode ser aproveitada para interferir na capacidade das células cancerosas de formar metástases”, afirmou a professora Ayelet Erez.
A pesquisadora acrescentou: “Mais além de seu potencial terapêutico, nossos achados destacam que a biologia do câncer não é determinada apenas por mutações nas células tumorais, mas também pelo estado metabólico do paciente e pelos medicamentos que ele já está tomando para outras condições. Nosso estudo sublinha a importância de tratar o paciente como um todo, não apenas o câncer, ao projetar a terapia mais eficaz.”



















































